HEADHUNTERS (2011)

Headhunters | Hodejegerne | dir. Morten Tyldum | Noruega | ★★★★

Headhunters Poster

Comecei a assistir esse “Headhunters” sem me dar conta que ele faz parte de uma tendência cada vez mais forte no cinema europeu, e que está sendo transplantado na América através das adiantadas refilmagens. Assim como aconteceu com “Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”, baseado na trilogia do sueco Stieg Larsson, “Headhunters” também tem sua história baseada em um livro de sucesso – nesse caso, de Jo Nesbø – envolto num thriller policial. Headhunter, o termo do título, é designado para pessoas capazes de recrutar grandes funcionários corporativos. Ele é contratado por empresas graúdas para encontrar, por exemplo, o candidato ideal para o cargo de CEO.

É o que faz Roger Brown (Aksel Hennie), que vive em Oslo ostentando muita riqueza, mas, para garantir a vida de luxo e o casamento com uma linda mulher, ele rouba importantes obras de arte nas horas vagas. Sua vida dá uma virada ao conhecer o holandês Clas (Nikolaj Coster-Waldau). Aparente candidato a um importante cargo, Greve, na realidade, tem motivos escusos para manter-se na cola de Roger. Perante minha interpretação, simples e remissiva, a grande temática de “Headhunters” é a reputação. “Reputação é tudo”, afirma o nosso protagonista do filme para justificar a perspicácia que cada pessoa que queira adentrar no mundo corporativo deve ter.

Numa perspectiva mais ampla, a obra usa diversas referências para montar uma crítica absoluta ao capitalismo selvagem, que não deixa nem uma potência como a Noruega escapar. Numa das cenas mais óbvias (ótima, por sinal), o personagem principal – que é capitalista por essência – é obrigado a mergulhar numa fossa repleta de fezes para se salvar. O clima de gato e rato e toda a situação sufocante em que passa o personagem são imprescindíveis para que o filme conquiste sua parcela de fãs. Funciona, e é até necessária. Mas, por ser um filme norueguês e baseado num autor de best-sellers, muita gente tende a dar crédito e perdoar até mesmo as incoerências da história. “Headhunters” aposta em algo que parece ser vigente, mas dá ênfase demais ao mesmo estilo, que insiste em não sair do verniz americano de se fazer cinema.

Resumo
Data
Título
Headhunters
Avaliação
41star1star1star1stargray

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