INTOCÁVEIS (2011)

Intocáveis | Intouchables | dir. Olivier Nakache, Éric Toledano | França | ★★★★

Intocaveis Poster

Intocáveis” já detém o notável título de ser a maior bilheteria de uma produção francesa ao redor do mundo. Milhares de pessoas foram ao cinema assistir a dramédia, fazendo com que o recorde, que outrora pertencia ao “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001), fosse quebrado. Sem fazer um grande esforço, posso apontar dois fatores primordiais para tamanho sucesso. O primeiro deles é a acessibilidade. O outro motivo é o inegável carisma de uma obra que não tem como desgostar, pois, foi friamente calculado para fisgar o maior público possível. Basicamente, a premissa de “Intocáveis” trata de uma amizade improvável, um paradoxo surreal entre duas pessoas que dificilmente teriam qualquer tipo de contato. Philippe (François Cluzet) é um magnata que ficou tetraplégico após um fatídico acidente de parapeito. Cercado por funcionários que estão à sua disposição 24 horas por dia em uma mansão de primeira linha, Philip precisará fazer uma seleção para contratar o seu novo cuidador, uma função que poucos conseguem aguentar mais de uma semana, dado o jeito turrão do chefe. Na entrevista dos candidatos, ele simpatiza-se pelo mais desinteressado, o imigrante senegalês Driss (Omar Sy), um ex-presidiário que está ali somente para conseguir uma assinatura e garantir uma renda dada pelo governo. A partir daí, veremos uma crescente amizade que vende a ideia de que, apesar de diferentes, no fundo somos todos iguais. Sim, a humanidade pode nos dar a falsa impressão de que todos nós somos essencialmente iguais, mas no caso de Philip, fica até injusto falar sobre acessibilidade diante de todos os seus recursos financeiros. É aí que começam as diferenças de “Intocáveis” com a realidade da maioria dos tetraplégicos. Como cereja do bolo, ainda segue o fato de se tratar de uma história real. QUASE real, eu diria, pois, a encantadora história do empresário Philippe Pozzo di Borgo é um pouco diferente. Seu cuidador, Abdel Yasmin Sellou, por exemplo, é argelino.

Resumo
Data
Título
Intocáveis
Avaliação
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4 Comentários

  1. Aí está um bom exemplo de filme ruim que agrada a todos. Se fosse americano, provavelmente seria logo limado e taxado, ou chamado de previsível e cheio de clichês. A mim não convenceu mesmo. Achei super fraco, o humor me incomodou, por vezes parecia um sitcom bobo ou daquelas séries típicas do SBT! Ainda mais com a caracterização infantilóide e feita pra “rir” do Omar. Cruzes. O único a realmente dar dignidade é François Cluzet que mostrou um ar mais intenso ao personagem, excelente ator! Não aplaudi, não me envolvi e não senti absolutamente nada por esse filme…um produto bem descartável e que tem agradado a todos, pelo visto somente eu não gostei. Abs!

  2. Eu estou curioso para ver o filme, mas confesso que ainda tenho um pé atraz, temo que seu sucesso de bilheteria (que geralmente não é indicativo de qualidade) seja devido à superficialidade de sua abordagem da trama. Gostei de sua resenha, principalmente pelo fato de ela ter lúcida á ponto de destacar os fatores positivos, mas também os negativos, para os quais outros críticos aparentemente têm fechado os olhos…

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2012/09/girls-serie.html

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