JOGO PERIGOSO (2017)

Jogo Perigoso | Gerald’s Game | dir. Mike Flanagan | EUA | ★★★

Jogo Perigoso Poster

Confesso que é bem raro eu assistir a um lançamento original da Netflix com tanta rapidez quanto eu vi este Jogo Perigoso. A curiosidade tem dois fatores. O primeiro é que se trata de uma adaptação de Stephen King (que está em alta desde a nova versão “It – A Coisa”, também lançada este ano). O segundo é que o trailer de divulgação apresentava uma situação curiosa. Sabe esses filmes com gente enterrada viva, presa num automóvel em alta velocidade ou sem poder desligar o celular porque está em linha com um chantageador? Pois bem, são títulos assim que mantém uma curiosidade do público para saber como o herói sairá daquela situação. Em Jogo Perigoso, a situação excruciante é vivida por Jessie (Carla Gugino), que foi com o marido, Gerald (Bruce Greenwood), para um final de semana romântico numa casa do lago afastada. Após tomar um viagra e algemar Jessie na cabeceira da cama para simular algo diferente no sexo, Gerald sofre um ataque cardíaco e cai morto. Agora, Jessie terá que se virar porque a chave das algemas está longe, não há chances de alguém escutar seus pedidos de socorro e suas companhias são um cão faminto e alucinações. O mais interessante de Jogo Perigoso é que se apresenta muito mais do que um filme casual de terror psicológico. Eu, por motivos óbvios, não posso contar o quão metafórica e reflexiva a obra pode ser, mas é impressionante como a proposta é válida. E o desafio maior foi dado ao diretor Mike Flanagan, que se utilizou de sua moral em Hollywood (fez antes sucessos como “O Espelho” e “Ouija – A Origem do Mal”) para realizar o seu sonho de adaptar um livro menor e considerado inadaptável de Stephen King, por sua vez lançado em 1992. Pode até ser um Super Cine mais arrojado, mas é muito bem realizado e tem uma cena aflitiva que vai te deixar angustiado.

Resumo
Data
Título
Jogo Perigoso
Avaliação
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