LIVRE (2014)

Livre | Wild | dir. Jean-Marc Vallée | EUA | ★★★★

Livre Poster

Eu jamais imaginaria que um dia eu teceria tantos elogios à uma atriz como Reese Witherspoon. Com exceção de filmes como “Segundas Intenções” (1999) e “Eleição” (1999), o seu carisma nunca me apeteceu, a ponto de acha-la até mesmo uma farsa. Mas o tempo passou e só nesse ano ela vem sendo destaque por ser produtora de “Garota Exemplar” e esse “Livre“, do qual é também protagonista. Trata-se de um belíssimo relato baseado nas memórias contidas no best-seller “Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço”, lançado em 2012. Após a perda prematura da mãe e um casamento fracassado, Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) toma uma decisão corajosa: andar a costa oeste dos EUA através dos 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail (PCT), que vai da fronteira com o México até próximo do Canadá, uma jornada de pelo menos três meses. O problema maior é que Cheryl é uma iniciante em longas caminhadas, e tem que enfrentar a fome, o frio, a solidão e os perigos que representam a natureza (animais letais) e homens (o medo de estupro é constante). Não é difícil compararem “Livre” com “Na Natureza Selvagem” (2007), mas as diferenças dizem respeito aos desafios enfrentados por uma mulher diante de tantos problemas que ela mesma não imaginava lidar, desde a montagem de uma barraca até a melhor maneira de ficar sem água potável. Dirigido por Jean-Marc Vallée, o mesmo de “Clube de Compras Dallas” (2013), “Livre” conseguiu indicar Reese na categoria de melhor atriz no Oscar (por sinal é a minha preferida dentre as finalistas) e Laura Dern como coadjuvante (lembrança que acho um tanto quanto discutível, mas a Academia adora um retorno). Para quem gosta de ver um ótimo estudo de personagem diante de dificuldades que só a engradecem e a tornam ainda mais interessante, “Livre” é uma indicação certeira.

Resumo
Data
Título
Livre
Avaliação
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Um comentário

  1. Bem metafórico, Livre é um filme que vale a pena e que apenas usa uma peregrinação pelo deserto como um simples detalhe, pois tudo o que valia era um testemunhar sobre os percalços precoces que assolam a vida de um ser humano e que o mesmo tenta, em gestos desesperadores, encontrar forças em qualquer lugar. Sendo assim, é a vida que segue.

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