LOCKE (2013)

Locke | dir. Steven Knight | Reino Unido | ★★★

Locke Poster

Foi fuçando o guia de programação de TV para assistir algo durante essa fase carnavalesca que me deparei com a sinopse de “Locke”, que iria ao ar dentro de algumas horas no HBO2. No entanto, o que mais me chamou atenção, devo dizer, foi o fato de ser protagonizado por Tom Hardy, o cara que está com a bola toda no cinema. Só no ano passado ele foi visto em “Crimes Ocultos”, “Mad Max – Estrada da Fúria”, “Lendas do Crime” e “O Regresso”, pelo qual concorre ao Oscar de ator coadjuvante. Aqui ele está num papel bastante desafiador, cujo resultado não foi muito visto por aqui (acabei conferindo na estreia diretamente na TV, mas também está no catálogo do Netflix). Trata-se de um filme inteiramente passado dentro de uma BMW, onde Ivan Locke (Tom Hardy) está indo de Birmigham até Londres para fazer algo que pode pôr fim ao seu casamento com Katrina (Ruth Wilson). Como se não bastasse, o engenheiro teve que deixar a responsabilidade de uma construção de um prédio de 12 andares com um funcionário alcóolatra. Tudo isso é administrado entre telefonemas, tornando a situação cada vez mais complicada para Locke, que terá uma série de decisões a serem feitas num curto espaço de tempo. O que mais me intriga em “Locke” é a dificuldade em deixar a forma até mesmo ousada para o cinema com um bom conteúdo. E isso não é fácil. Me arrisco a dizer que tiveram momentos de grande “encheção” para garantir a empreitada, que obrigatoriamente teria que deixar o personagem central sempre dialogando com alguém. “Locke” não chega a ser um desperdício em seu resultado final e, para quem é fã de Tom Hardy, trata-se uma prova de que o cara realmente é talentoso. Vale a pena conhecer.

Resumo
Data
Título
Locke
Avaliação
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