LOVELACE (2013)

Lovelace | dir. Rob Epstein, Jeffrey Friedman | EUA | ★★★

Lovelace Poster

Também já faz uns dias que vi, meio que numa escolha aleatória, o filme “Lovelace“, aquele em que a então boa moça Amanda Seyfried encarna Linda Lovelace, estrela principal do clássico “Garganta Profunda” (1972). O longa não é recente, e lembro que, na época de sua produção, teve o maior contratempo por causa da demissão de Lindsay Lohan, que foi a primeira escolha pro papel principal e chegou até a gravar cenas e tirar fotos promocionais. Ainda assim, Seyfried não compromete em nada o filme que, para minha surpresa, não é ruim, apenas didático demais para um produto cinematográfico.  Escrito por Andy Bellin (“Confiar“) a partir de algumas publicações acerca de Linda, “Lovelace” tem a audácia de contar uma mesma história por duas óticas diferentes. Na primeira, Linda é uma espécie de gata borralheira que sofre com a repressão da mãe (Sharon Stone irreconhecível) até se casar ainda jovem com o galanteador Chuck (Peter Sarsgaard). Será ele quem ajudará Linda a desenvolver seu talento em sexo oral para ganhar uma grana estrelando um filme erótico. Já sob a outra abordagem – e a mais crível que tenha acontecido – Linda sofre o pão que o diabo amassou ao casar-se com um homem violento e misógino, que a obriga não só a protagonizar “Garganta”, mas também chega a prostituí-la. O curioso é que “Lovelace” retrata a sua personagem principal como um símbolo do feminismo nas duas maneiras. Em uma ela é um ícone da revolução sexual das mulheres, em outro, uma vítima que anos depois lutou contra a objetificação da mulher em uma indústria machista em essência. Também é dada a devida discussão sobre como Linda acabou ficando completamente marcada por um trabalho que ela mesma considerou indigesto. Segundo a própria, 17 dias na indústria pornográfica foram determinantes para que ela passasse o resto de sua vida sendo lembrada pelo único filme que estrelou. “Lovelace” respeita a história de seu material de estudo sem deixar de ser interessante sob o aspecto mercadológico. É um filme pudico, quase sem nudez, mas que cai bem pouco no lugar comum estrutural.

Resumo
Data
Título
Lovelace
Avaliação
31star1star1stargraygray

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