LUZES DA CIDADE (1931)

Luzes da Cidade | City Lights | dir. Charlie Chaplin | EUA | ★★★★★

Luzes da Cidade Poster

Creio que ninguém tenha dúvidas de que Charlie Chaplin tenha sido um dos maiores gênios do cinema. O Carlitos (como é chamado o seu tipo mais conhecido) é daqueles que acredita, acima de qualquer coisa, na humanidade. Suas obras contêm uma carga exuberante de romantismo, o que fica ainda mais óbvio em um de seus filmes mais singelos: “Luzes da Cidade”.

Na trama, o icônico Vagabundo (Charlie Chaplin) vagueia pela cidade sem dinheiro no bolso e um lar para morar. Ao parar na beira de um rio, ele percebe que um senhor (Harry Myers) visivelmente embriagado está prestes a se suicidar. O adorável homenzinho impede a ação, ajudando o suicida a ver o lado positivo da vida. Eles saem para a noitada e vão dormir na casa do cara, que na verdade é um poderoso milionário. Acontece que, quando acorda, o sujeito não se lembra de mais nada, mandando seu mordomo expulsar Carlitos de sua mansão.

Carlitos, por sinal, se apaixona por uma florista cega (Virginia Cherrill), que mora numa casa simples com sua frágil avó. Ele ajuda a moça como pode e relata a notícia de que um médico local descobriu a cura para a cegueira. Para custear a operação da jovem, o Vagabundo vai trabalhar e até servir de saco de pancadas em arena de boxe. Falando preferencialmente sobre a importância desse trabalho frente à discussão entre filmes mudos versus sonoros, é preciso apontar alguns aspectos que tornam a engenhosa criação de Chaplin nesse partido.

Em diversos pontos da história, vemos que o próprio som se faz necessário para que a cena em si funcione da maneira adequada (é o caso, por exemplo, da cena em que o protagonista engole um apito). Escrito e dirigido pelo próprio Charlie Chaplin, “Luzes da Cidade” também ficou imortalizado por conta de sua incrível carga emocional, que ficou potencializada principalmente no final da fita. O diálogo final (“Agora você pode ver?” – “Sim, agora eu posso ver”), ilustrado pela reação generosa do expressivo Chaplin, serviu para colocar esse filme na memória de muita gente.

Resumo
Data
Título
Luzes da Cidade
Avaliação
51star1star1star1star1star

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Um comentário

  1. Sou completamente apaixonada por Chaplin. Tanto que o tenho tatuado em mim. E concordo plenamente quando diz que seu personagem é daqueles que acredita, acima de tudo, na humanidade. E que ser humano incrível que foi esse ator/diretor/roteirista/músico. Um verdadeiro maestro do cinema, que descobriu a enorme capacidade de transformação que essa arte pode alcançar. Sem falar que fazia isso com um humor que ultrapassa qualquer geração ou cultura. Me acabo de rir sempre que revejo o filme.

    PS: Estou curiosa pra ler o que irá escrever sobre “Azul é a cor mais quente”, que aliás já está lá no meu blog.

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