MAD MAX – ESTRADA DA FÚRIA (2015)

Mad Max – Estrada da Fúria | Mad Max: Fury Road | dir. George Miller | EUA | ★★★★★

Mad Max Estrada da Fúria Poster

Foi com surpresa que acompanhei um monte de gente caindo de amores por “Mad Max – Estrada da Fúria“, reboot do primeiro filme da trilogia composta por “Mad Max” (1979), “Mad Max 2 – A Caçada Continua” (1981) e “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão ” (1985). Nunca fui fã de nenhum deles. Com esses primeiros volumes, “Mad Max – Estrada da Fúria” tem bem pouco em comum. O diretor é o mesmo. George Miller está com 70 anos e foi capaz de se reinventar como poucos. Seu desejo de reavivar Mad Max vem há mais de 10 anos. Porém, as dificuldades de locação, produção e – acredito eu – ter que lidar com Mel Gibson fizeram com que Miller deixasse o projeto na gaveta e quase transformasse tudo numa animação 3D. Num mundo distópico, o forasteiro Max tenta sobreviver sob as suas próprias leis, mas acaba sendo capturado por um grupo que venera o regime totalitário do Imortal Joe (Hugh Keays-Byrne) e se torna um doador compulsório de sangue. Enquanto isso, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) se rebela fugindo com um grupo de mulheres obrigadas a servir o regime parindo crianças. Os destinos de Max e Furiosa irão se cruzar em meio a uma caçada incansável e mortal. “Mad Max – Estrada da Fúria”  é um longa insano, cumprindo todas as diretrizes de um filme de ação impecável. Quase não há alívios dramáticos, tampouco cômicos. E o curioso é que, mesmo com tanto coisa explodindo, capotando ou numa velocidade exorbitante, as mais de duas horas de duração não cansam. E atribuo a isso ao seu conteúdo, que abrange até mesmo um feminismo que estava faltando em blockbusters similares. Apesar de levar o nome de um homem, é Furiosa a verdadeira protagonista da história. Pouco sabemos quem é Max ou quais os seus pontos fracos, enquanto Furiosa é descortinada para justificar sua visão racional e emocional diante de um mundo praticamente sem leis de sobrevivência. Certamente é um dos grandes filmes do ano.

Outros Indicados ao Oscar 2017:

Brooklyn
A Grande Aposta
Perdido em Marte
Ponte dos Espiões
O Quarto de Jack
O Regresso
Spotlight – Segredos Revelados

Resumo
Data
Título
Mad Max - Estrada da Fúria
Avaliação
51star1star1star1star1star

Comentários (via Facebook)

comments

5 Comentários

  1. Belo filme de ação. Achei muitos elementos do mad Max II, principalmente as cenas de perseguição e carros, claro que com uma releitura e técnicas atualizadas. Resumindo: Mad Max II + The Wall. Mas não deixa de ser um blockbuster de primeira linha com entretenimento garantido.

  2. Você conseguiu sintetizar muito bem o que senti vendo ‘A Estrada da Fúria’ que é realmente uma produção impecável no que ela se propõe, ser um belo blockbuster de ação.

    Quando digo que são quase duas horas de perseguição insana e quase sem pausas, quem não viu o filme se assusta, mas como você disse não cansa e ainda deixa com gosto de ‘quero mais’.

    Que bom que parece que teremos uma continuação

  3. .Apenas discordo que seja um reboot. Na verdade, o filme está no mesmo universo dos filmes anteriores. Isso é evidenciado pelo flashbacks inseridos organicamente na projeção (Apesar do diretor deixar bem claro que o 3 filme deve ser relegado ao esquecido. Por tratar-se do único filme da trilogia produzido e rodado em hollywood – que contou com várias interveições – e teve de ser finalizado após a morte de uma grade amigo de Miller. Apesar de bons momentos, não faz juz a qualidade dos anteriores). É nítido que a jornada do anti-heroi não teve inicio nesse filme. No passado, ele (Max) não pode ajudar quem ele queria e acabou perdendo alguns entes queridos (que estão nos filmes anteriores) e agora está em um jornada de redenção. Essa complexidade deixa tudo ainda mais interessante.

    Da mesma forma que Miller definiu todo conceito de filmes pós apocaliptico e fez vários cineastas beberem da mesma fonte, agora ele define como deve ser feito um filme de ação repleto de adrenalina,muita energia e que respeita a linguagem cinematográfica e a inteligência do público. Joss Wheldon,Zack Snyder, JJ Abrams e cia bela vão ter de sambar para chegar perto dessa obra prima.

    p.s: Nicholas Hoult tem o melhor personagem do filme, com o melhor arco dramático. Ouso a dizer que seja a melhor atuação de sua vida.
    p.s2: já deu de Zoë Kravitz. É o Cauã Reymonds de Hollywood. Fica em casa por um tempo, fia. E quando voltar, o que acha de diversificar e fazer um filme que prove que é uma atriz de verdade? Fica a dica.
    p.s3: quero ser amigo de Charlize Theron e se ela não for lembrada em premiações, seria uma puta injustiça.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *