MÃE! (2017)

mãe! | mother! | dir. Darren Aronofsky | EUA | ★★★★

mãe! Poster

Antes de mais nada, já vou logo dizendo que será muito difícil falar sobre mãe! sem soltar algumas informações que podem soar como spoilers. Portanto, ler esse post vai ser por sua conta em risco, porque prefiro não me comprometer com nada nesse sentido. Bom, o novo filme do diretor Darren Aronofsky (“Réquiem Para um Sonho”, “Cisne Negro”) tem causado reações adversas entre meus amigos. Alguns dizem que é a melhor obra do ano, enquanto outros dizem que é um fracasso retumbante. Não me atrevi a ler argumentos nem de um lado, nem de outro. Me resguardei para ter a minha própria experiência. Pois bem, fui ver no primeiro dia em que tive a oportunidade, e com o privilégio de contar com um grupo de amigos do trabalho para debater sobre o que foi visto após a projeção. Passado o choque que mãe! me causou, posso dizer que, sim, o filme me conquistou. Talvez não num nível de “melhor coisa do universo dos últimos anos”, mas é impressionante como a história da mulher (Jennifer Lawrence) de um poeta (Javier Bardem) que aceita de mau grado que um casal de intrusos (Ed Harris e Michelle Pfeiffer) se hospede em sua casa tem uma série de camadas a serem exploradas. No início, eu patinei bastante para interpretar o teor bíblico de mãe!, sendo uma grande discussão sobre o efeito corrosivo da raça humana em relação à natureza. Aronofsky, vaidoso como só ele, sabe muito bem como guiar o seu público nesse jogo metafórico. É uma pena que, por outro lado, mãe! só funcione dessa maneira, na base do não-literal com poucos ecos aqui e acolá de um “O Bebê de Rosemary” ou “O Anjo Exterminador”. Quem tiver a oportunidade de assistir e discutir em seguida, mãe! será uma ótima pedida. E não se acanhe em ter as suas próprias leituras sobre o filme. Afinal, isso que é a tal da arte.

Resumo
Data
Título
mãe!
Avaliação
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