MAGNÓLIA (1999)

Magnólia | Magnolia | dir. Paul Thomas Anderson | EUA | ★★★★★

Magnolia Poster

E se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos” [Êxodo, 8:2]

Pra mim é um prazer escrever algumas linhas sobre “Magnólia”. Isso porque foi o filme que me amadureceu como cinéfilo. Ainda pré-adolescente, eu surpreendi a atendente da videolocadora perto de casa ao deixar na prateleira alguma fita de terror juvenil para pegar uma fita dupla (sim, o filme tem a duração de três horas que passam voando) sobre… o acaso. É claro que não entendi de lambuja tudo o que “Magnólia” representa. Mas aquela introdução falando de mortes tão irônicas quanto fatídicas, o discurso de um palestrante machista, a chuva de sapos, enfim, tudo pra mim não fazia sentido, mas ainda assim achei genial. Revi a obra algumas vezes.

Pra falar a verdade, eu perdi as contas. Recentemente, apresentei-a para meu colega de apartamento e acabei embarcando junto, o que foi muito representativo para a atual fase da minha vida. E surpreender-se com um filme mesmo tendo-o assistido outras tantas vezes é a prova de que ele é realmente uma referência, talvez um jovem clássico que será melhor relido num futuro próximo. A história, bem, é um espiral de situações vivenciadas por uma série de personagens, cada qual com um drama a ser ultrapassado. Não convém elencar cada um deles, mas posso dizer que são todos muito importantes para a trama, que – como era se esperar – interligará todos essas pessoas.

E quando eu digo que o tempo passa voando, é porque a história está sempre na imanência de acontecer alguma coisa. Aplausos para o diretor e roteirista Paul Thomas Anderson, um cara jovem, criativo e perspicaz na sua análise sobre a sociedade norte-americana. São dele os também excelentes “Boogie Nights – Prazer Sem Limites” (1997), “Sangue Negro” (2007) e “O Mestre” (2012). O elenco é primoroso. Tem o saudoso Philip Seymour Hoffman, o melancólico William H. Macy, Julianne Moore linda e boca suja, e Tom Cruise num dos melhores trabalhos de sua carreira, chegando a garantir até merecida indicação ao Oscar de ator coadjuvante.

Como cereja do bolo, a trilha sonora é todinha composta pela interessante cantora Aimee Mann, amiga pessoal de Thomas Anderson.

Resumo
Data
Título
Magnólia
Avaliação
51star1star1star1star1star

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