MARIA CHEIA DE GRAÇA (2004)

Maria Cheia de Graça | Maria Full of Grace | dir. Joshua Marston | Colômbia | ★★★★★

Maria Cheia de Graça Poster

Eu jurava que “Maria Cheia de Graça” fosse um filme autenticamente colombiano quando o vi pela primeira vez lá nos idos de 2006, pegando carona na indicação da estreante Catalina Sandino Moreno ao Oscar de melhor atriz, a primeira a ser nomeada pela Academia atuando inteiramente em espanhol. Lembro que no shopping em que eu trabalhava (o Interlagos) tinha uma videolocadora que dava ênfase a essas produções não tão fáceis de encontrar em bairros, o que fazia com que eu deixasse uma boa parte do meu salário por lá mesmo. “Maria Cheia de Graça” foi um dos DVDs que peguei ali e já me deixou incomodado naquela época. Não que o longa seja ruim. Longe disso. Mas é que o clima é tão pesado, tão pessimista, que muita coisa passa pela nossa cabeça. É abordado o drama de María (Catalina Sandino Moreno), uma colombiana de 17 anos, que vive numa cidadezinha pequena e ganha a vida retirando espinhos de flores. Cansada de ser maltratada pelo patrão, ela se demite mesmo sabendo que essa é a principal fonte de renda de sua pobre família. Para acabar de completar, descobre estar grávida do namorado tão pobre quanto ela. Sem grandes perspectivas e se negando a casar com um homem que ela sequer ama, aceita a proposta de ser “mula”, levando para os EUA mais de 60 papelotes de cocaína em seu próprio estômago. Mas nem tudo pode sair como ela planejava. O diretor e roteirista de “Maria Cheia de Graça“, Joshua Marston, é norte-americano (e por isso eu disse que não se trata de uma produção legitimamente colombiana), mas conseguiu a proeza de filmar o drama dessas meninas de forma humana e sem pesar a mão no melodrama. É uma situação real, muito inteligentemente explorado com elementos bíblicos em sua campanha. Um filme bem pensado e nada sutil, que não decepcionou nem mesmo na leve inclinação ao “sonho americano”.

Resumo
Data
Título
Maria Cheia de Graça
Avaliação
51star1star1star1star1star

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Um comentário

  1. Não vou mentir: Não conheço bem o cinema colombiana, mas esse filme é de uma carga emocional forte e bem conduzida, aliada a um elenco impecável que reflete como é rica nossa latinidade.

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