MATRIX (1999)

Matrix | dir. Andy Wachowski, Lana Wachowski | EUA | ★★★★★

Matrix Poster

Matrix” é daqueles filmes que já nascem para ser considerado como “o grande filme do ano”. Suas referências residem no inesquecível trabalho técnico – que revolucionou a linguagem da ficção – e seu inteligente roteiro, abarrotado de referências bíblicas e filosóficas, todas costuradas pelos irmãos Andy e Lana Wachowski. É também daquelas obras que quase todo mundo viu, quase todo mundo adorou, mas quase ninguém se esforçou para entender. E se engana quem pensa que “Matrix” é complexo e sem sentido. Thomas Anderson (Keanu Reeves,) é o pacato funcionário de uma empresa de softwares, mas a noite ele vive no submundo da internet, sendo um hacker de codinome Neo. Até que um dia ele é contatado por Morpheus (Laurence Fishburne), que acredita que Neo é um escolhido. Ele é então buscado por Trinity (Carrie Anne-Moss). A partir daí, Neo descobre que tudo o que viveu na verdade fez parte de uma ilusão, o mundo real precisa do escolhido para conseguir garantir o futuro da humanidade, que duzentos anos à frente se tornaria cultivo de máquinas que dominaram o mundo completamente. Mas, afinal, que raios é a matrix? Nada mais é do que uma realidade criada por uma inteligência artificial. A saber, é uma criação das máquinas que dominaram o mundo num futuro distante. Ou seja, é como se nossa vida não passasse de uma ilusão. Estamos vivendo numa incubadora, servindo de fonte de energia para máquinas que criaram a tal matrix para nos manter dormindo e distraídos. Somente um messias (o Escolhido) seria capaz de reconhecer todos os meandros dessa realidade e, assim, salvar a todos, os acordando para a vida real. Para Neo (e para nós, segundo a filosofia platônica) é primordial que ele conheça a si mesmo. Pois, dessa forma, ele poderá conhecer detalhadamente O QUE É a matrix. E é incrível saber que tantos conceitos podem ser retratados em um filme como este para facilitar nossas vidas.

Resumo
Data
Título
Matrix
Avaliação
51star1star1star1star1star

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6 Comentários

  1. Eu assisti “Marix” ontem e tinha prometido a mim mesmo que nem escreveria um comentário no meu blog, mas é impossível não fazer isso. Impressionante como não parei de pensar no filme desde o último minuto que eu o vi. Aí lembrei que você tinha escrito. Gostei de ver que entendi o filme certinho! rs

    Excelente texto Junior!!
    Abs 🙂

  2. Acho esse filme importantíssimo pela parte técnica e pelas discussões filosóficas, ainda mais as que você aprofundou.

    Só que o roteiro tem elementos muito fracos. Além do “amor salva tudo” citado por você, tem esse conceito de “escolhido” que é tosquíssimo e parece coisa de contos de fadas e nem a referência ao deja-vu é eficiente porque não tem nada a ver com o que acontece de verdade. No geral, acho um filme superestimado.

  3. Faz muito tempo que vi Matrix e na época não consegui captar todas essas referências. Preciso rever a trilogia novamente.

  4. Um filme que eu já deveria ter visto, mas nunca vi. E é um dos que a sinopse mais me interessou em ver. Mesmo assim, dificilmente me lembro de procurar. Quem sabe, essa semana…
    Abraços, e ótimo texto!

  5. Eu gosto muito do filme. O primeiro, apenas. Apesar das sequencias quase terem arranhando o brilho, Matrix continua sendo como um dos melhores de 99, que ainda teve “Clube da luta” e “O sexto sentido”. Sem dúvida, um dos principais definidores do cinema tal qual “Cidadão Kane”. O cinema de ação nunca mais foi o mesmo depois de tante gente voando.

  6. E cá temos um filme que eu não gosto, nunca gostei … Mas, preciso assistir novamente para concretizar minha opinião!

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