MEIA-NOITE EM PARIS (2011)

Meia-Noite em Paris | Midnight in Paris | dir. Woody Allen | EUA | ★★★★

Meia-Noite Em Paris Poster

Meia-Noite em Paris” é, até agora, a maior bilheteria de Woody Allen nos EUA e também aqui no Brasil, o que acabou dando a ele maior jovialidade e um retorno às manchetes.  Após Barcelona e Londres, chega a vez dele se instalar em ares parisienses. Gil (Owen Wilson) é um roteirista da indústria de Hollywood que passa uma temporada na capital francesa em companhia de sua noiva (Rachel McAdams), aproveitando a ida dos pais dela. Apaixonado pela década de 20, ele acredita que morar ali poderia lhe trazer mais inspiração para terminar seu romance. Até que, ao pegar carona numa meia-noite passageira, Gil vai parar em uma festa à la anos 20, dando de cara com grandes figuras dessa época, como Zelda Fitzgerald (Alison Pill), Ernest Hemingway (Corey Stoll) e Cole Porter (Tves Heck). Entre idas e vindas para o século em que ele é apaixonado, acaba se envolvendo com Adriana (Marion Cotillard), uma jovem que só namora artistas em ascensão. Os fãs de Woody Allen reconhecerão na hora que esse tema já foi maravilhosamente retratado em “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985), com Mia Farrow usando sua fantasia para fazer com que o personagem de um filme que ela venera saia da tela do cinema e a convide para adentrar na sua história. Tanto lá quanto aqui, além da apologia que ele faz à arte como forma de entendimento da vida, também é encontrada uma crítica às suas formas, que não absorvem conhecimento, somente fazendo algumas pessoas pedantes, com direito a caricatura do pseudo-intelectual (como é retratado o personagem de Michael Sheen). Encantando a todos com uma belíssima “moral da história” – que prefiro guardar para não estragar a surpresa -, Woody Allen prova em “Meia-Noite em Paris” que, mesmo cansado e criticado, ele ainda pode surpreender em criatividade e lucro. O que impressiona ainda mais.

Resumo
Data
Título
Meia-Noite em Paris
Avaliação
41star1star1star1stargray

Comentários (via Facebook)

comments

6 Comentários

  1. Encantador, agradável e muito poético até. Esse filme é realmente tudo isso que exaltam. Teu ótimo texto percorre bem a obra! Um abraço!

    E, ah, é uma delícia ver aqui, pela primeira vez, um Owen Wilson inspirado. abs

  2. Numa crônica futebolística do célebre jornalista Mário Filho, ele escreve, durante os anos 50, que futebol bonito era o dos anos 30.
    Acho que essa “moral da história”
    persegue todas as gerações.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.