MEU AMIGO TOTORO (1988)

Meu Amigo Totoro | Tonari no Totoro | dir. Hayao Miyazaki | Japão | ★★★★★

Meu Amigo Totoro Poster

Hayao Miyazaki é aquele diretor que desperta em mim um carinho e gratidão que eu não poderia mensurar num simples post. Isso porque, quando assisti “O Castelo no Céu” (1986), “Princesa Mononoke” (1997) ou “A Viagem de Chihiro” (2001) pela primeira vez, fiquei encantado pela maneira como ele transmite o que ele acredita sendo decifrado sem quaisquer dificuldades por uma criança. Curiosamente, “Meu Amigo Totoro” era uma lembrança quase apagada, mesmo sendo uma das produções mais lembradas do animador japonês. Suas principais características não poderiam estar tão presentes. A apresentação do inusitado diante do olhar infantil é um dos pontos fortes, assim como a preponderância da imaginação para suportar as mazelas de uma dura realidade. Isso é muito Miyazaki! Em “Meu Amigo Totoro“, duas irmãs chegam para morar numa nova casa com seu pai, enquanto a mãe se encontra hospitalizada (não fica explícito o motivo da internação). Satsuki tem uns 10 anos, e Mei uns 4. Ambas encontram seres estranhos logo no primeiro dia, tanto no interior da casa quanto no jardim. Não demora para que Mei explore a floresta que cerca os campos de arroz e dê de cara com Totoro, um ser gigante, dorminhoco, invisível para adultos, que voa e chama um “gato-ônibus” quando necessário. É o amigo imaginário perfeito. O próprio Miyazaki já confirmou que “Meu Amigo Totoro” tem um pé no autobiográfico. Quando criança, a sua mãe foi afetada pelo Mal de Pott, uma tuberculose extrapulmonar que afeta até a coluna vertebral. Ele e seu irmão tiveram que conviver com a ausência materna por quase uma década. A preocupação de Satsuki e Mei em relação à mãe fica nítido no terceiro ato do filme. Pensando bem, a obra chega a ser lacerante, pois não saber o que pode ter acontecido com um ente (a mãe ou a irmã caçula) é desesperador. Ver a corrida incansável de Satsuki é de dar nó na garganta. Porém, “Meu Amigo Totoro” não é tão tristonho quanto parece. É possível se divertir com a descoberta de Totoro, um mascote inesquecível. É uma pena que Hayao Miyazaki tenha se despedido da função com “Vidas ao Vento” (2013).

Resumo
Data
Título
Meu Amigo Totoro
Avaliação
51star1star1star1star1star

Comentários (via Facebook)

comments

Um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *