MEU NAMORADO É UM ZUMBI (2013)

Meu Namorado é um Zumbi | Warm Bodies | dir. Jonathan Levine | EUA | ★★★★

Meu Namorado é um Zumbi Poster

Será preciso fazer algumas concessões para embarcar em “Meu Namorado é um Zumbi”. A impressão é que o diretor Jonathan Levine se divertiu bastante ao levar às telas essa adaptação do livro “Sangue Quente”, de Isaac Marion. O filme começa com o interessante relato de R. (Nicholas Hoult), um jovem zumbi que, apesar de estar devidamente morto, é consciente de sua realidade. Ele reflete sobre o corpo como sua prisão e o fatalismo de sua condição. Vivendo num aeroporto abandonado num mundo pós-apocalíptico, ele se une a uma horda que vai à cidade atrás de presas. Os humanos se veem obrigados a se refugiarem em uma vila isolada por muros de contenção. Num ataque dos mortos-vivos, R. acaba se apaixonando por Julie (Teresa Palmer). A paixão que R. tem por Julie é justificada pelo fato dele ter comido o cérebro do namorado da garota, que faz com que as memórias da vítima sejam transferidas para o devorador. Eu mesmo estava incerto sobre essas permissividades, mas quando me dei conta eu já estava completamente afeiçoado ao casal, o que já denota que o filme estava cumprindo muito bem o seu papel. A história, como já dava pra perceber enquanto estava assistindo, é praticamente toda elaborada tendo como base Romeu e Julieta, a peça de William Shakespeare. R. é letra inicial de Romeu e Julie, obviamente, é a Julieta. A rixa entre Montéquios e Capuletos é referenciada como zumbis e mortais. Como se pode ver, dá pra se divertir bastante com “Meu Namorado é um Zumbi”, um filme que parte do princípio de que, pra falar sobre as imprevisibilidades do amor, não precisa cair em arroubos de sentimentalidades. Basta apresentar as premissas, fazer personagens tridimensionais (isso fica mais evidente com R., nesse caso), soltar referências para que o público possa identificar e apostar na boa interação entre os atores.

Resumo
Data
Título
Meu Namorado é um Zumbi
Avaliação
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