MISTRESS AMERICA (2015)

Mistress America | Mistress America | dir. Noah Baumbach | EUA | ★★★★

Mistress America Poster

Eu entendo perfeitamente quem não gosta do cinema de Noah Baumbach. O diretor tem, como principal característica, a insistência em querer retratar a juventude contemporânea com seus anseios e reflexões, sendo que nem sempre corresponde à realidade dos fatos. Seus personagens são, em sua maioria, irreais. Entretanto, é preciso dar o devido valor quando o mesmo acerta. Gosto muito de “Frances Ha” (2012), por exemplo, no qual deu inicio a sua parceria com a namorada, Greta Gerwig. Agora eles repetem o encontro profissional com “Mistress America”, filme que chegou a ser exibido na última Mostra Internacional de São Paulo. Muito pacientemente, esperei para conferir bem depois. Nesse novo trabalho, a figura central é Tracy (Lola Kirke, uma espécie de Rashida Jones juvenil), uma garota de 18 anos que acaba de chegar em Nova York para estudar literatura. Seu fracasso é evidenciado pelo fato de não ter amigos e sua paixonite acabar namorando uma outra garota. Sua mãe está de casamento marcado com o namorado, cuja filha, Brooke (Greta Gerwig) também está morando em NY. Sentindo-se isolada, Tracy entra em contato com Brooke e elas começam a sair juntas – logo Tracy irá utilizar a sua futura irmã como inspiração para um novo conto. Brooke tem 30 anos e seu desafio atual é abrir um restaurante requintado no Brooklyn. Divertida, ela parece não ter nenhum problema no estilo de vida que tem (em certo momento diz “Sei tudo sobre mim. Por isso eu não posso fazer terapia”). Ela gosta da admiração de uma figura mais nova e vê a oportunidade de ver alguém torcendo para seus sonhos de grandeza. “Mistress America”, para a minha surpresa, é divertido. Isso porque o filme abraça de vez a comédia screwball, caracterizada por situações não convencionais que trazem consequências inesperadas. Os diálogos são rápidos e todos os personagens parecem ter algum problema de déficit de atenção, já que sempre cortam assuntos aleatórios no meio de uma conversa. E isso não me pareceu pretencioso.

Resumo
Data
Título
Mistress America
Avaliação
41star1star1star1stargray

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