MULHER-GATO (2004)

Mulher-Gato | Catwoman | dir. Pitof | EUA | ★

Mulher-Gato Poster

Assistir a “Mulher-Gato” é um grandioso teste de paciência. Se “Batman & Robin” (1997) é de longe o pior filme com o homem-morcego, esse é o mais vergonhoso spin-off que poderia ter sido feito. O que surpreende é a coragem em fazer tal produção sair do papel. O diretor francês Pitof parecia ser uma escolha ousada por ser conhecido no departamento de efeitos visuais (fez “Alien – A Ressureição” e “Astérix e Obélix Contra César”), mas foi completamente esquecido depois dessa experiência. E Halle Berry estava no processo de sua maldição na carreira após vencer um histórico Oscar por “A Última Ceia” (2001). O resultado foi um Framboesa de Ouro de pior atriz, prêmio do qual ela mesma foi buscar com direito a discurso exagerado de agradecimento, tal qual protagonizou na cerimônia do Oscar. Patience Phillips (Halle Berry) é uma atrapalhada designer que trabalha numa empresa de cosméticos. Ao entrar no escritório para entregar um trabalho tardio, ela acaba escutando de sua chefe, a vaidosa Laurel (Sharon Stone), que seu novo produto na verdade irá afetar a saúde das mulheres. Como retaliação, Patience é assassinada. Após ser ressuscitada por gatos especiais, ela adquire uma série de características felinas, e logo vai tentar descobrir o que aconteceu para conseguir se vingar. Além de tudo isso, ela acaba se envolvendo com um policial (Benjamin Bratt) que quer justamente descobrir a identidade da Mulher-Gato. Curiosamente, nada, absolutamente NADA funciona em “Mulher-Gato”. Muitos podem até dizer que ainda assim não é o pior título envolvendo super-heróis, e até concordaria em certa parte (quem já viu “O Demolidor” ou “Elektra” sabe do que estou falando). No entanto, ainda está no limbo. Não teria como levar a sério uma heroína desenhada, que luta capoeira, usa chicote e força uma sensualidade que funciona tanto quanto uma berinjela. Isso sem contar a trilha sonora infame, Sharon Stone apagadíssima e um roteiro que, olha, é sofrível. Está para existir algo tão medonho para uma atriz quanto “Mulher-Gato” foi para Halle Berry. Uma queda que até hoje a atriz custa a se levantar.

Resumo
Data
Título
Mulher-Gato
Avaliação
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