O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS (2011)

O Espião Que Sabia Demais | Tinker, Tailor, Soldier, Spy | dir. Tomas Alfredson | Reino Unido | ★★★

O Espiao que Sabia Demais Poster

Desde o começo do ano eu venho tentando assistir a esse filme, que ficava sempre pela metade, em grande parte por culpa da preguiça. Não que fosse um desastre, sendo um trabalho de extremo cuidado técnico e artístico, mas de uma pretensão escabrosa. A trama de “O Espião Que Sabia Demais” era o que mais me interessava, pois une teoria de conspiração, setor de inteligência e nerds sujinhos em escritórios pouco iluminados. Em contrapartida, o longa, assim como o livro do qual fora baseado (o título homônimo do escritor Peter Straughan), não está muito interessado nas deficiências de espectador, o superestimando até demais. E dá-lhe intricamentos, nuances pouco inteligíveis e diálogos que tornam o filme devagar quase parando.

Passado em 1973, a história se inicia com uma tarefa comandada por Control (John Hurt), o mestre maior do setor de inteligência britânico. Ele envia um de seus funcionários à Budapeste para descobrir se um de seus homens é um infiltrado russo. O esquema dá errado, resultando na morte de seu enviado, além de adiantar a aposentadoria de Control e seu braço direito, o lacônico George Smiley (Gary Oldman). Porém, uma ligação de uma espécie de informante desertor para o primeiro ministro faz com que a desconfiança de Control (agora falecido) viesse à tona novamente. O Governo convoca, então, o ex-funcionário Smiley para investigar, em nível de total sigilo, qual seria o funcionário do departamento que tivesse ligações diretas com os russos. Cada um dos supostos informantes recebe um codinome (tinkertailorsoldier e spy, presentes no título original). Enquanto isso, o próprio departamento tenta dar andamento ao Projeto Bruxaria, a fim de conquistar melhores relações com os EUA.

Todo esse jogo de interesses que deveria ruminar o espectador, o deixando cada vez mais ávido por novas informações e ansioso por novas descobertas, acaba tendo um efeito contrário. É impressionante como o projeto em si não faz quase nada para garantir o interesse de quem está assistindo. Eu não vou, aqui, dizer que isso é um mérito, justamente por considerar o contrário. Além de ser excessivamente longo – o que ajuda a deixar tudo cansativo em demasia – “O Espião Que Sabia Demais” tem outro ponto negativo que considero quase amador: não há grandes surpresas.

[Alerta de Spoilers] Depois de muito tempo acompanhado filmes que caçam um determinado suspeito, a gente aprende como sacar o culpado ou, pelo menos, um comparsa ou cúmplice. Simples. Basta prestarmos atenção no elenco. Seria quase impossível imaginarmos Colin Firth num projeto como esse para fazer um simples coadjuvante, não é mesmo? Talvez por sentir esse prenúncio de ausência do fator surpresa, eu nunca me interessava em ver o filme até o final. [Fim dos Spoilers].

Resumo
Data
Título
O Espião Que Sabia Demais
Avaliação
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Comentários (via Facebook)

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4 Comentários

  1. Fui deixando esse filme “de lado” por preguiça, mas depois de tantas recomendações resolvi conferir e confesso que fiquei um pouco perdido de início.

    Quando me encontrei e entendi a trama, já não gostei taaaanto assim. Achei apenas um bom filme

  2. Concordo com todo o seu texto! Também reconheço as qualidades (técnicas) do filme, mas no geral é um PORRE, convenhamos. Um filme frio, sem alma e que exige uma imensa boa vontade do público.

    “É impressionante como o projeto em si não faz quase nada para garantir o interesse de quem está assistindo. Eu não vou, aqui, dizer que isso é um mérito, justamente por considerar o contrário.”

    Disse tudo aí.

    Abraços.

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