O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN (2001)

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain | Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain | dir. Jean-Pierre Jeunet | França | ★★★★★

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain Poster

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” é um dos filmes mais felizes que eu conheço. E digo “feliz” no sentido mais completo da palavra mesmo. Quem gosta de Amélie (já me incluo), geralmente, tem um pouco dessa visão colorida que a personagem enxerga. Partilhamos do lirismo dos pequenos detalhes da vida, colocando uma lupa em diversas singularidades do nosso cotidiano. E acreditamos que nossas atitudes, apesar de parecerem pequenas, podem influenciar de uma maneira benéfica às pessoas. Altruísmos à parte, é inegável que o filme de Jean-Pierre Jeunet ajuda a quebrar o estigma de que filme francês tem que ser cabeça, trágico e contemplativo.

Amélie Poulain (Audrey Tautou) sempre foi uma garotinha fora do comum. Criativa desde criança, ela cresceu super protegida pela mãe e seu pai, sem nada se relacionar com outras crianças, restando a ela construir uma visão de mundo sozinha. Perdeu a mãe cedo e foi obrigada a conviver com o laconismo de seu pai até sair de casa para morar sozinha em Paris. Já crescida, ela trabalha como garçonete e continua extremamente tímida, de poucas palavras, embora seu olhar arregalado diga muito mais do que poderia expressar verbalmente. Tendo a morte de Lady Di como princípio norteador e o encontro de um antigo relicário no banheiro do seu apartamento, Amélie resolve ser uma espécie de Emma dos novos tempos, fazendo o bem para as pessoas e acreditando que esse será o seu fabuloso destino. O que ela não esperava é que, em meio à sua jornada, fosse descobrir o amor com Nino (Mathieu Kassovitz), um colecionador de fotos 3×4.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” ainda é mantido no coração de muita gente, mesmo conquistando uma parcela (pífia, mas existente) de haters, que consideram o filme bem humorado demais. Posso até concordar que o filme seja ingênuo demais, afetado e tenha uma simpatia elevada à enésima potência, mas jamais diria que isso corresponda a um conteúdo rarefeito. Afinal, Amélie Poulain, uma filósofa por natureza, me ensinou que se encantar com as pequenas coisas pode ser ainda mais gratificante.

Resumo
Data
Título
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Avaliação
51star1star1star1star1star

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5 Comentários

  1. Eu sou um dos que se incomodam com esse filme. Não enxergo nele todo o lirismo que muitos vêem e não o acho tão interessante quanto todos alegam que ele é. A meu ver, há algo de bastante superficial nessa narrativa, que me soa bastante “enfeitada”. Mas entendo perfeitamente gostarem do filme, acho que se trata de uma obra para se amar ou para se odiar.

  2. Foi ‘Amélie’ que me apresentou para o cinema que existia além do hollywoodiano, por isso tenho um carinho todo especial por ele e por cada um de seus personagens, sem contar que acho a narrativa fantástica. Algo que eu acho legal é que em meio a tanto colorido ainda há uma ‘q’ de melancolia que perpassa por todo o filme…

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