O FILHO DO OUTRO (2012)

O Filho do Outro | Le Fils de l’Autre | dir. Lorraine Levy | França | ★★★★

O Filho do Outro Poster

Levar o conflito israelo-palestino para o cinema não é uma tarefa muito incomum por aí, por assim dizer. Como ser, portanto, original nessa premissa? Agora posso responder que “O Filho do Outro” traz esse ineditismo, principalmente por tornar essa questão de uma forma muito mais humanizada. O aviso que dou é que não espere levantamentos de questões políticas de uma maneira mais ferrenha, muito menos gestos bélicos. Em Tal Aviv, o jovem judeu Joseph (Jules Sitruk) tenta unir sua paixão pela música e a vontade de servir a Aeronáutica, tendo seu pai como principal modelo. Orith (Emmanuelle Devos), a mãe de Joseph, percebe algo errado quando os exames de sangue do filho apontam incompatibilidade com os tipos sanguíneos dela e do marido. Após uma grande pesquisa, ela descobre que ao dar à luz num hospital de Haifa em pleno bombardeio, acabou tendo seu bebê trocado acidentalmente. Ao descobrir a outra mãe que teve um bebê no mesmo dia e horário, vem a surpresa: trata-se de uma família árabe, que vive na Cisjordânia. Ao descobrir que tem na verdade uma origem árabe, Joseph passa por uma crise complicada. “Vou ter que trocar meu quipá por um colete de explosivos?“, questiona ele num momento de exposição clara do que seria essa polaridade política e religiosa. A parte árabe também traz seus preconceitos. O pai e, principalmente, o irmão de Yacine não suportam a ideia de se envolverem com um povo que murou a terra que são deles por herança religiosa e são agora obrigados a viverem numa apartheid, tendo que haver permissão para o direito de passar pela faixa que separa os dois povos. O texto e o roteiro de “O Filho do Outro” corre com muito didatismo. Tudo é tão certinho, que não tem como desgostar do que estamos vendo. Um filme, portanto, que merece ser mais bem reconhecido.

Resumo
Data
Título
O Filho do Outro
Avaliação
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Comentários (via Facebook)

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Um comentário

  1. O filme tem lá seus problemas. Entretanto, achei uma trama bem sincera, de sentimentos palpáveis e me agradou bastante. A cena em que o rapaz canta com a outra família é muita bonita e define como a distância entre os dois povos é um grande bobagem. Infelizmente.

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