O GRANDE HOTEL BUDAPESTE (2014)

O Grande Hotel Budapeste | The Grand Budapest Hotel | dir. Wes Anderson | EUA | ★★★★

O Grande Hotel Budapeste Poster

Está chegando por aí mais um filme do querido Wes Anderson. Sem cerimônias, já vou logo dizendo que o cineasta não mudou em nada o seu estilo. Ou seja, pra quem não gostou do universo lúdico e colorido de exemplos como “Os Excêntricos Tenenbaums” (2001) ou o ótimo “Moonrise Kingdom” (2012), “O Grande Hotel Budapeste” vai ser um martírio. Por outro lado, se você se agrada com os exercícios estilísticos do diretor – que faz movimentos previsíveis em suas câmeras (basicamente em travelling), personagens desajustados e um humor dissociativo – trata-se de mais uma boa oportunidade de se divertir.

Dessa vez, ele parte para o Leste Europeu e conta a história de um prestimoso hotel que ficava no meio de uma colina coberta de neve. O lugar inóspito foi tema de um livro, do qual o autor (Jude Law) conta como conheceu o seu lendário dono (F. Murray Abraham). O tal homem se volta às suas memórias, quando, na década de 30, era um tímido funcionário (Tony Revolori) refugiado de guerra, que viu no gerente do hotel, M. Gustave (Ralph Fiennes), uma figura paternal. Após a morte de uma rica mulher da sociedade (Tilda Swinton), os dois enfrentam uma série de aventuras para recuperar um quadro dos herdeiros da mulher.

Apesar do meu esforço, é bem difícil tentar mensurar a sinopse do filme, que está repleto de detalhes na narrativa e uma série quase incontável de personagens, quase todos interpretados por rostos conhecidos pela maioria de nós. No elenco estão nomes como Adrien Brody, Willem Dafoe, Harvey Keitel, Bill Murray, Edward Norton, Saoirse Ronan, Léa Seydoux, Tom Wilkinson e Owen Wilson, dentre muitos outros. Baseado nos escritos de Stefan Zweig (vienense que faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, em 1942), “O Grande Hotel Budapeste” possui um bom humor genuíno, quase infantil, porém muito bem dosado pelo cuidado do texto e o bom trabalho dos atores. O espaço cênico, como já era de se esperar em um filme de Wes Anderson, é totalmente bem aproveitado, contendo um lindo desenho de produção. Mesmo sendo mais do mesmo, é possível se encantar com um filme desses.

Resumo
Data
Título
O Grande Hotel Budapeste
Avaliação
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