O ILUMINADO (1980)

O Iluminado | The Shining | dir. Stanley Kubrick | EUA | ★★★★★

O Iluminado Poster

Stanley Kubrick jamais poderia imaginar que iria comprar uma briga feia com o escritor Stephen King e os fãs deste. Tudo por conta da sua abordagem particular que fez para a obra homônima do consagrado “mestre do terror”. O fato é que “O Iluminado” é bom justamente pela temática que Kubrick escolheu e desenvolveu lindamente. O escritor Jack Torrance (Jack Nicholson) está animado com uma nova oportunidade de emprego. Ele se dispõe a ficar – juntamente com sua esposa (Shelley Duvall) e seu único filho (Danny Lloyd) – responsável pelos cuidados e manutenção do Hotel Overlook durante cinco meses, no inverno que fará com que as estradas que circundam o lugar fiquem fechadas por conta da nevasca. Jack vê nesse isolamento a oportunidade para escrever seu novo romance, mas o lugar é marcado por uma tragédia ocorrida anos antes, quando um funcionário que ficou com o mesmo trabalho, numa espécie de colapso resultante da situação claustrofóbica (ele teria sido vitimado da chamada “febre da cabana”), matou com golpes de machado sua esposa e filhas pequenas, suicidando-se logo depois. Jack não se importa com a história e parte para o hotel, e dentro de um mês, aparece nele os primeiros sinais de inquietude, além de outros estranhos acontecimentos que apavoram o misterioso hotel. Jack Nicholson está perfeito no papel, embora muitos o considerem over, sendo melhor ter sido escolhido um ator com menos “cara de louco” para impressionar ainda mais. Os elementos que nos espantam em “O Iluminado” são muito bem pontuados, como o elevador que deságua sangue, as aparições das gêmeas e a velha na banheira. Para os que preferem um terror mais violento, com animalidades e mais fiel ao livro, o próprio Stephen King colaborou para uma adaptação em 97, que é preferida por seus fãs, porém ficou longe da marca que Stanley Kubrick deixou na adaptação de 81.

Resumo
Data
Título
O Iluminado
Avaliação
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6 Comentários

  1. Clássico incontestável, gosto muito da adaptação, bem verdade Kubrick mudou muito, muito mesmo, o livro de King – por isso irritou tanto ele, na época. Mas, eu entendo, é complicado mexer assim. Mas, o filme funcionou muito e é puro terror psicológico. Sem falar que há cenas antológicas, algumas mencionadas por você.

    Gosto bastante da minissérie lançada, pois é extremamente fiel ao livro, mas não tem o mesmo impacto mesmo, porém eu preferia essa versão quando era criança.

    Abraço

  2. Ainda não acredito como um primor como este filme foi indicado no “Framboesa” daquele ano. O público estava meio furioso com o resultado final do filme, rs

    Eu não li o livro, mas gosto muito do filme. Diria que é o meu suspense favorito. Gosto de Nicholson na fita, mas pra mim, é a direção de Kubrick que chama a atenção: esplêndida!

    Abs.

  3. Clááásico absoluto.

    legal essa informação que vc falou sobre o livro do King focar mais no menino. Sempre me senti estranho ao contar pras pessoas sobre o que era o filme, ja que o nome não fechava tanto com o mote principal, que é a loucura Jack Torrence.

    Assisti uma versão pra TV, dividida em 3 episódios, não sei se é essa mesma que vc comentou de 1997. Como tinha mais tempo, ela focava mais em alucinações do Jack, como os arbustos do jardim grunhindo e indo pra cima dele.

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