O LUTADOR (2008)

O Lutador | The Wrestler | dir. Darren Aronofsky | EUA | 2008 | ★★★★★

O Lutador PosterEstou fazendo um pequeno desafio em terminar de ver os principais filmes de Darren Aronofsky que ainda não têm comentários aqui no blog. Na realidade, precisarei revê-los, em grande parte. Dos três que me restam, comecei por este O Lutador, que marca o retorno triunfal de dois atores muito talentosos, mas que por algum motivo passaram por uma fase de “escanteio” – digamos assim – para ambos voltarem com indicações ao Oscar. O primeiro e mais modesto destes retornos é Marisa Tomei interpretando uma stripper que começa a perceber que a idade está dificultando sua busca por clientes. Mas é Mickey Rourke que domina a tela. É impressionante notar que o galã de “9 1/2 Semanas de Amor” (1986) tenha ficado com o rosto tão diferente, talvez graças à procedimentos estéticos somados com exaustão de exercícios físicos. Ele interpreta Randy, um fortão que fez muito sucesso durante os anos 80 como um ícone da luta livre, embora agora, 20 anos depois, esteja cansado, solitário, sem dinheiro suficiente e vivendo de bicos em supermercado. A situação se agrava quando sobrevive a um ataque cardíaco que o leva a repensar a vida, o que inclui se reaproximar da filha (Evan Rachel Wood) com quem teve pouco contato e conquistar a stripper (Tomei) que dança sempre pra ele na boate. Aronofsky chegou a assumir que O Lutador teve fortes influências dos irmãos Dardenne, o que fica evidente no aspecto naturalista da gravação, sempre seguindo seu protagonista com câmera na mão e mostrando os bastidores de um esporte que, apesar de encenado, tem um senso de entretimento que sobrepõe o bem estar físico do atleta. O Lutador é impecável no seu modo de dar complexidade a um protagonista que definitivamente não é perfeito, mas que reconhece às suas limitações e, se não tentando corrigi-los, tira disso algum tipo de lição. Muito bom mesmo.

Resumo
Data
Título
O Lutador
Avaliação
51star1star1star1star1star

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