O PORTO (2011)

O Porto | Le Havre | dir. Aki Kaurismäki | Finlândia | ★★

O Porto Poster

Eu confesso que não sou muito complacente com aquelas pessoas que veneram o diretor finlandês Aki Kaurismäki, todos exagerados ao ponto de nomeá-lo como um gênio. O considero especial, com fortes características e um profissional que brinca com as atemporalidades de suas histórias. Acho interessante o modo como ele capta seus personagens, por mais fleumáticos que eles possam parecer. Em “O Porto” não poderia ser diferente. É justificável toda a boa relação que o filme vem construindo com a crítica e bancadas de premiações. Numa região portuária da França vive Marcel (André Wilms), um homem que se vangloria de seu passado boêmio, mas que agora vive como engraxate pelas ruas da cidade. Ele é casado com Arlety (Kati Outinen), que tenta esconder do marido uma doença séria. Um contêiner que deveria ser encaminhado para Londres é descoberto no porto. A surpresa maior da população é que, dentro dele, estariam algumas famílias do Gabão, vivendo em condições precárias e a fim de chegar à capital britânica. Idrissa (Blondin Miguel), um dos garotos africanos, consegue fugir, mas terá em seu encalço o Inspetor Monet (Jean-Pierre Darroussin) que, por sua vez, representa o cuidado austero dos franceses em evitar a socialização do garoto. Marcel acolherá Idrissa e contará com a ajuda de vizinhos para escondê-lo. A história é realmente muito triste e o manejo do desenrolar da história não faz muita questão de mudar isso. O curioso é que muitos veículos foram incansáveis em vender “O Porto” como uma “comédia dramática”. Não sei quais são os critérios verdadeiros para tantos gêneros e subgêneros, mas, sinceramente, o filme está longe de conter alguma comicidade, pelo menos não de forma voluntária. Insisto na ideia de que, para não ficar olhando para o relógio impacientemente enquanto tentar SUPORTAR o filme, os espectadores devem, sobretudo, gostar de um bom exercício estilístico de um diretor tão estranho quanto esse Aki Kaurismäki.

Resumo
Data
Título
O Porto
Avaliação
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2 Comentários

  1. O filme tem mesmo um estilo bem particular, mas no meu caso tive uma experiência até interessante, mas nada demais, realmente. Se bem me lembro eu ri em alguns momentos, mas é estranho mesmo chamá-lo de comédia.

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