O SILÊNCIO DOS INOCENTES (1991)

O Silêncio dos Inocentes | The Silence of the Lambs | dir. Jonathan Demme | EUA | ★★★★★

O Silêncio dos Inocentes Poster

Esses dias eu resolvi colocar um filme qualquer para dar aquela famosa esticada na cama antes de dormir. Até aí, nada de novo. Escolhi “O Silêncio dos Inocentes” porque eu já vi sei lá quantas vezes, conheço muito bem os personagens e é nostálgico o suficiente para me fazer descansar. O problema (se é que dá chamar assim) é que a obra é daquelas que prendem a atenção de uma forma enérgica. Pra mim é impossível assistir somente um pedaço e deixar o restante pro dia seguinte, porque, apesar de ser uma revisita, é sempre uma nova descoberta. Por exemplo: eu nunca havia me atentado ao fato de que “O Silêncio dos Inocentes” é essencialmente feminista, e de certa forma discute o papel da mulher num ambiente majoritariamente masculino. E assim somos apresentados à Clarice Starling (Jodie Foster), aluna aplicada de uma academia de polícia que tem a chance de ouro de entrar na caçada ao serial killer Bufallo Bill (Ted Levine), midiaticamente conhecido por esfolar suas vítimas, que são todas mulheres. Para fazer um perfil sociológico do criminoso, ela vai ao encontro de Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), psiquiatra condenado de alta periculosidade, que se encontra preso por ter matado e degustado suas vítimas. A interação de Clarice e Hannibal é bem curta, mas suficiente para nortear a narrativa completamente. Aliás, Hannibal é um dos coadjuvantes que é praticamente vendido como um protagonista. No entanto, a frente de tudo é, de fato, Clarice Starling, que ganha contornos interessantes diante de um roteiro soturno (assinado por Ted Tally), por sua vez respeitado pelo diretor Jonathan Demme com muita classe. Baseado no famoso livro de Thomas Harris, “O Silêncio dos Inocentes” é um caso histórico de longa que surrupiou os principais prêmios Oscar no ano seguinte ao seu lançamento, faturando nas categorias de melhor filme, diretor, roteiro, ator (Hopkins) e atriz (Foster). As continuações vão do interessante à vergonha alheia, mas serviram pra comprovar a força do filme, que é definitivamente um jovem clássico. Foram as duas horas perdidas de sono que mais valeram a pena em muito tempo.

Filmes Conectados:

Caçador de Assassinos (1986)
Hannibal (2001)
Dragão Vermelho (2002)
Hannibal – A Origem do Mal (2007)

Resumo
Data
Título
O Silêncio dos Inocentes
Avaliação
51star1star1star1star1star

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