8½ (1963)

| dir. Federico Fellini | Itália | ★★

Oito e Meio Poster

Infelizmente, tem vezes que é chegada a hora de você assumir que não é muito fã de algum clássico incontestável. No caso de ““, eu nem me atrevo a entrar no mérito da qualidade e pioneirismo da obra. Não duvidaria jamais do fato de que ele é uma peça-chave para a história do cinema e até mesmo seria incapaz de dizer que o filme é desmerecedor do título que ele sustenta. Posso dizer sem medo que “” é revolucionário, importantíssimo para a sétima arte e outras obviedades, mas também não posso me sentir culpado por não gostar do filme. A história traz a delicada situação em que se encontra Guido (Marcello Mastroianni), um roteirista de sucesso que está gravando seu mais novo projeto mesmo sem ter um texto completo para ser filmado. Logicamente, ele é pressionado pelos produtores do longa, mas a verdade é que ele está numa grande crise de criatividade. Com a intenção de recuperar suas inspirações, ele se encontra com seres icônicos numa estação de água e num hotel, além de mergulhar em suas memórias. Não demoraria muito para que “” caísse nas graças de diretores, roteiristas e profissionais da área. Pela primeira vez, eles estavam vendo suas angústias e a si mesmos. Woody Allen, Martin Scorsese e Brian de Palma são apenas alguns dos que mais glorificam esse filme. É claro que tem coisas que simplesmente amo aqui, como o surrealismo diante de passagens oníricas (aquele final maravilhoso) e alguns momentos de puro lirismo, mas “” é desses trabalhos entediantes que me fez olhar no relógio de dez em dez minutos. Contudo, é um caso OBRIGATÓRIO. Para quem tem curiosidade em saber o que significa o título do filme, trata-se de uma alusão à contagem de obras que Fellini fez. Até 1963, ele havia dirigido 6 longas metragens, 2 curtas, além de ter co-dirigido “Mulheres e Luzes” (1952).

Resumo
Data
Título
Avaliação
21star1stargraygraygray

Comentários (via Facebook)

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.