PARCEIROS DA NOITE (1980)

Parceiros da Noite | Cruising | dir. William Friedkin | EUA | ★★

Parceiros da Noite Poster

Eu custo a acreditar que este “Parceiros da Noite” seja tão elogiado. A impressão é que eu não vi o mesmo filme que tanta gente simplesmente me dizia que era algo “imperdível”. Posso parecer retrógrado, mas estou do lado dos ativistas que tentaram (e de certa forma conseguiram) rebaixar o longa na época em que foi lançado. O motivo? A imagem completamente distorcida da cena gay na passagem dos 70’s para os 80’s em Nova York.

No filme, um serial killer está à solta nos bares de West Village, especificamente nos inferninhos que imperavam os couros dos adoradores de sadomasoquismo. O assassino se utilizava de golpes de faca nas costas das vítimas, todas elas homossexuais que se atreviam a conquistá-lo. Para desvendar esse mistério, o ambicioso oficial Steve Burns (Al Pacino) é convidado para se infiltrar nesse submundo. O problema é que Steve ficará completamente afetado psicologicamente com a situação, que atrapalhará, inclusive, o seu relacionamento com a namorada (Karen Allen).

Meu desgosto com “Parceiros da Noite” provém não só da completa deturpação daqueles que seriam os espécimes da imoralidade norte-americana. Apesar da presença de figuras simpáticas como o dramaturgo gay com quem Steve fará amizade, praticamente nenhum outro homossexual se salva no ambiente corruptível e poluído daquela cidade, que ainda se encontrava na era pré-AIDS. O filme, por sinal, quase levou o diretor William Friedkin (que ainda colhia os frutos de seu filme “O Exorcista”, de sete anos antes) para o limbo, já que a obra ficou sujeita às inúmeras indicações para o Framboesa de Ouro, o Oscar dos medíocres.

A virada só aconteceu quando, em 2007, “Parceiros da Noite” foi reexibido em Cannes sob a alegria histérica de Quentin Tarantino. Não apresentou nada de novo, sendo apenas uma reedição do diretor. Ou seja, mudanças de ordem das cenas, somente. Bastou isso para que o filme ganhasse estrelas de cult, mesmo sendo um trabalho que, em grande parte, é soturno demais e repleto de personagens desinteressantes, com exceção, é claro, do protagonista. O que mais me entusiasmou, entretanto, foi o final ambíguo e estarrecedor.

Resumo
Data
Título
Parceiros da Noite
Avaliação
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