PINK FLAMINGOS (1972)

Pink Flamingos | dir. John Waters | EUA | ★★★

Pink Flamingos Poster

Chega a ser um trabalho injusto avaliar “Pink Flamingos”.  Isso porque é um desses filmes que é muito mais exercício estilístico do qualquer outra coisa. Nesse caso, o próprio “exercício do mau gosto” do slogan presente nos cartazes faz todo o sentido. Então, não poderemos dizer que seja um filme intencionalmente bem quisto. Muito pelo contrário. É talvez um dos filmes mais ultrajantes que a América já viu. Unidas a esses fatos estão as exibições de meia-noite em cinemas de quinta categoria. Pronto! Já temos aí um dos primeiros exemplares de produção assumidamente trash que provou do sucesso. A história não poderia ser mais absurda.

Basicamente, é mostrada uma disputa pra saber quem são as pessoas mais sórdidas que se tem notícia. De um lado, está Babs Johnson (Divine), uma histérica que divide um trailer com o filho retardado (Danny Mills), a agregada Cotton (Mary Vivian Pearce) e a mãe (Edith Massey), uma obesa viciada em ovos que vive num minúsculo berço. Do outro lado, está o casal Raymond (David Lochary) e Connie Marble (Mink Stole), dois podólatras que sequestram mulheres a fim de engravidá-las, venderem os bebês para casais de lésbicas e, assim, conseguirem financiar o mercado de drogas em escolas primárias (!). Ou seja, a briga pelo título de escrotice é pesada, com direito a inseminação via seringa, sexo oral explícito entre mãe e filho, um estupro envolvendo uma galinha e talvez a cena mais famosa (e nojenta) de todas: Divine comendo as fezes de um poodle.

Tudo isso saiu da cabeça ensandecida de um cara chamado John Waters, um dos diretores que mais tirou sarro das convenções sociais que o cercaram. Junto com sua maior musa, a drag queen Divine, ele foi responsável por outras bizarrices em formas de filme como “Mondo Trasho” (1969) e “Multiple Maniacs” (1970). Não é preciso muito esforço pra imaginar o rebuliço que deve ter feito “Pink Flamingos” quando foi lançado. Pode ser até hoje considerado de extremo mau gosto e um verdadeiro dejeto cultural, mas não podemos negar que a verdadeira intenção de John Waters sempre foi ter esse tipo de reconhecimento.

Resumo
Data
Título
Pink Flamingos
Avaliação
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