PODER SEM LIMITES (2012)

Poder Sem Limites | Chronicle | dir. Josh Trank | EUA | ★★

Poder Sem Limites Poster

Quando me perguntam se algum filme é bom, eu tenho o certo cuidado em dizer se o filme de fato é, ou teria apenas “potência” para ser. “Poder Sem Limites” tem potência, ali, escondidinha, tímida e estéril. Mas fica nisso. Tive boas expectativas em relação ao título, porque li e ouvi muita gente dizendo que seria um diferencial do gênero, muito por conta de sua estética. Tudo aqui é filmado por câmeras caseiras/digitais.

Andrew (Dane DeHaan) é um estudante introspectivo,  desses que enfrenta bullying na escola e a raiva de seu pai bêbado em casa. Sua única companhia é seu primo Matt (Alex Russell), que é metido a filósofo e, em menor grau, também enfrenta algumas dificuldades em se socializar. Andrew tem a brilhante ideia (percebam a ironia) de gravar tudo o que se passa em sua vida e, numa ida a uma rave com o primo inseparável, os dois, em companhia do metido a político Steve (Michael B. Jordan), descobrem uma fenda que possui uma espécie de pedra mágica gigante. Esse “meteorito” (acho que é isso, mas de pouco adiantará a explicação, porque ela não existe) dá aos três rapazes poderes telecinéticos e outros superpoderes. Não demora muito e tudo parece estar começando a sair do controle.

A ideia para fazer “Poder Sem Limites” parece ter sido iniciada a partir dos vídeos de wins da internet, que muitas vezes passam por estudos para saber se são fakes ou não. O próprio filme vai brincar com essa nova realidade, pois é com os vídeos que os jovens vão registrar as primeiras manifestações de poderes como levitar objetos e até mesmo voar, a ponto de quase serem atropelados por um avião (problemas com a falta de oxigênio não existem, já que são capazes até mesmo de viajar milhas com o novo poder). Porém, o que mais incomoda em “Poder Sem Limites” é a ideia fajuta de ter uma câmera registrando tudo. E não só a de Andrew, o personagem principal.

Não demora muito e o filme vai acrescentar outra personagem que está sempre com uma câmera na mão, assim como outros registros que parecem implausíveis, dadas às diversas situações que os cinegrafistas amadores se encontram.

Resumo
Data
Título
Poder Sem Limites
Avaliação
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Comentários (via Facebook)

comments

Um comentário

  1. Concordamos mais uma vez em um ponto, a pior coisa de “Poder Sem Limites” está em um dos seus “diferenciais”, o lance da filmagem de câmera no melhor estilo mockumentary.

    De início a ideia é legal e até mesmo a parte em que o sacana usa o seu poder pra posicioná-la em ângulos estratégicos é boa. Só que o filme vai passando e as justificativas da filmagem vão ficando cada vez mais esdrúxulas (tem a té blogueira ex-namorada se não me engano, enfim).

    Realmente tinha mesmo potencial de ser mais do que foi. Eu classificaria um pouco acima, mas acho que entre 2 ou 3 “asteriscos” está justo hehehe

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