POPEYE (1980)

Popeye | dir. Robert Altman | EUA | ★★

Popeye Poster

Eu tenho uma vaga lembrança de quando assistia a esse “Popeye” na Sessão da Tarde da Globo quando criança, porém a única coisa que me vem à memória é a caracterização estranha (para olhos infantis) de Robin Williams como o personagem-título. É muito antebraço! Não posso negar, todavia, que seja uma caracterização bastante próxima à criada por E.C. Segar no final da década de 20. Revendo agora adulto, me surpreendi com várias coisas neste trabalho, a começar pelos letreiros iniciais apontando ser um trabalho do diretor Robert Altman (o mesmo de obras célebres como “M.A.S.H.”, “Short Cuts – Cenas da Vida” e “Assassinato em Gosford Park”). Digo que foi surpresa porque, sim, “Popeye” é uma bomba. E das grandes. A trama é bem básica e vai exatamente de encontro aos desenhos animados produzidos pela Hanna-Barbera. Popeye (Robin Williams em sua estreia no cinema) chega ao estranho vilarejo de pesca Sweethaven. Inicialmente é mal recebido pelos desconfiados moradores, que sofrem com a alta taxa de impostos a serem pagos e a exploração de um tal de Commodore e seu lacaio, Capitão Brutus (Paul L. Smith). Este, por sinal, é noivo da filha da dona da estalagem Olivia Palito (Shelley Duvall MA-RA-VI-LHO-SA). Popeye e Olivia acabam encontrando uma criança abandonada e resolvem cria-la como filho, causando a ira de Brutus, que se sente rejeitado. O fato de “Popeye” ser um musical também me surpreendeu, porque não coube aqui. As músicas são feias e mal cantadas. O fator live action foi levado muito a sério e praticamente todos os personagens são versões cosplay do que é visto no desenho animado. Devo reconhecer, contudo, que o desenho de produção é muito fiel ao universo do personagem. De resto, o filme é um porre. É quase um exercício de mal gosto dirigido por John Waters “versão para crianças”.

Resumo
Data
Título
Popeye
Avaliação
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