QUESTÃO DE TEMPO (2013)

Questão de Tempo | About Time | dir. Richard Curtis | Reino Unido | ★★★★

Questão de Tempo Poster

Conhecia o filme por nome, mas nem lembrava do fato de ser o mais novo trabalho de Richard Curtis, que dirigiu apenas mais dois filmes (“Os Piratas do Rock” e o saudoso “Simplesmente Amor”), mas escreveu títulos de peso como “Quatro Casamentos e Um Funeral” (1994), “Um Lugar Chamado Nothing Hill” (1998) e “Bridget Jones: No Limite da Razão” (2004). Ou seja, o cara é entendedor de comédias românticas que caem no gosto mundial, mesmo sem deixar de lado aspectos do humor tradicionalmente britânico. “Questão de Tempo” vai entrar na temática de viagens no tempo, aqui protagonizado por Tim (Domhnall Gleeson), um ruivo meio esquisitão que, aos 21 anos, recebe de seu pai (Bill Nighy) a notícia de que todos o homens de sua linhagem tiveram o poder de retroceder em memórias vivenciadas por eles mesmos. Embora inicialmente cético, Tim vai utilizar esse “dom” para conquistar uma namorada, até finalmente conhecer a norte-americana Mary (Rachel McAdams), por quem se apaixona. Eu concordo que essa coisa de quebrar a ordem da temporalidade não é algo novo , mas não é preciso inventar a roda para que uma mensagem seja corretamente passada. De uma maneira bem geral, “Questão de Tempo” vai debater sobre o valor da família e chamar atenção para os pequenos prazeres da vida. Acho bem mais correto do que reafirmá-lo como uma comédia romântica, pura e simplesmente. E não é que funciona? O humor é leve, quase despretensioso. Tenho alguns problemas com um ou dois personagens, mas até que o texto faz questão de justifica-los como manobra para que sejam delimitadas algumas regras de tantos retornos ao passado – que trazem consequências, do contrário não haveria confronto. O único problema do filme é a leve perda de ritmo, que acontece na entrada do terceiro ato. Talvez seja chatice minha, afinal, eu poderia até pegar a moral da história e fazer melhor uso dela.

Resumo
Data
Título
Questão de Tempo
Avaliação
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Um comentário

  1. Existe mesmo um quedinha no filme nesse terceiro ato, ele tenta “deixar tudo acertadinho” pro final (feliz?) e talvez isso tenha prejudicado um pouco, mas de qualquer forma é emsmo um ótimo filme.

    Leve, divertido e gostoso de se assistir.

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