RAW (2016)

Raw | ​dir.​ ​Julia Ducournau ​|​ ​França​ ​|​ ​★★

Raw Poster

Este Raw é um dos lançamentos recentes a chegar no catálogo da Netflix e gera uma confusão em relação ao seu título, já que ele também pode ser encontrado como Grave (mas acredito que quase ninguém deva chamá-lo assim). A história bizarra se concentra em Justine (Garance Marillier), uma caloura de medicina veterinária que chega à universidade para o começo das aulas. Sua irmã, Alexia (Ella Rumpf), já estuda lá. Justine foi criada vegetariana pela sua mãe, até que durante em um dos trotes que os veteranos do curso aplicam, ela é obrigada a comer um pedaço cru de carne de coelho. O contragosto acaba fazendo com que Justine tenha uma reação alérgica. Mas isso é o de menos. Justine passa a ter um desejo incontrolável por carne humana. Apesar do tema gore não ser tão original, ainda que suscite o interesse por fãs de terror, é importante alertar que Raw é um filme francês, digamos, mais parado. Me parece que a intenção da diretora estreante Julia Ducournau era fazer uma mistureba entre o terror psicológico (despontas as referências de “Suspiria” e trabalhos de David Lynch) e um trash mais comum. As cenas em que envolvem saciedade de carne são bastante gráficas. Barra pesada mesmo. Ainda assim, eu não comprei o marketing dizendo que exibições de Raw num festival de cinema da Suécia tiveram que ser pausadas devido ao número de pessoas que passaram mal enquanto assistiam. A obra pode ser inquietante e até mesmo atrativa de acordo com a metáfora – óbvia, diga-se de passagem – da menina virginal se redescobrindo. Mas não me convenceu. Eu dou o crédito muito mais pela atuação da estranha Garance Marillier, que conseguiu fazer uma boa transição da personagem até chegar nos momentos em que adquire características animalescas. De resto, Raw é de uma pretensão mais incômoda do que satisfatória.

Resumo
Data
Título
Raw
Avaliação
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