SHORTBUS (2006)

Shortbus | dir. John Cameron Mitchell | EUA | ★★★★

Shortbus Poster

É um dos filmes preferidos do meu colega de quarto e demorou pra que eu enfim pegasse o bendito DVD que ficou eras em cima da rack da sala. Num dia febril e tendo que ficar de molho na cama, acabei o assistindo pra me distrair. É claro que eu já conhecia John Cameron Mitchell, principalmente pelo esplendoroso “Hedwig – Rock, Amor e Traição” (2001) e por ter resgatado Nicole Kidman no desfiladeiro dramático “Reencontrando a Felicidade” (2010), mas “Shortbus” é simplesmente sensacional. O motivo é bem simples. O sexo está aqui uma força que potencializa os personagens, uns sendo diminuídos, outros nem tanto. O drama se inicia com Sofia (Sook-Yin Lee), uma terapeuta de casais que aparentemente tem uma vida sexual saudável com o marido, mas ela nunca atingiu o orgasmo. Quem vai ajudá-la é o casal homossexual Jamie (PJDeBoy) e James (Paul Dawson), que apresenta Sofia ao submundo hedonista de Shortbus, um lugar onde qualquer pudor é deixado do lado de fora. O problema é que o próprio James, um ex-garoto de programa, enfrenta uma forte crise existencial. Além deles, a dominatrix Severin (Lindsay Beamish) tenta se encaixar no mundo que ela mesma diz não compreender. O método utilizado por John Cameron Smith não é dos mais originais, mas não deixa de ser interessante: todo o seu elenco é composto por atores não necessariamente profissionais, selecionados através de respostas a um anúncio feito por ele que, mais tarde, fez uma peneirada em 40 pessoas. Não existiu necessariamente um roteiro pré-definido, pois a espontaneidade dos atores é o que mais conta aqui. O sexo é explícito, com direito a orgasmos reais, sexo oral e masturbação masculina e feminina. Entretanto, como já alertei mais acima, o sexo aqui funciona como um meio pelo qual todos eles se unem, numa espécie de crise de finitude que irá culminar num prazer, seja ele através do afã sexual ou não. Gostei bastante.

Resumo
Data
Título
Shortbus
Avaliação
41star1star1star1stargray

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