SONHOS ERÓTICOS DE UMA NOITE DE VERÃO (1982)

Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão | A Midsummer Night’s Sex Comedy | dir. Woody Allen | EUA | ★★★

Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão Poster

Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão” não chegou a ser levado a sério, tendo conseguido uma indicação ao Framboesa de Ouro (o Oscar dos medíocres) de pior atriz para Mia Farrow. Ela, por sinal, marca aqui o início de uma duradoura parceria com Allen, que viria a se tornar seu esposo.

Não sabemos bem quando se passa a história (a sinopse dá conta do inicio de 1900), quando o “inventor excêntrico” Andrew (Woody Allen) e sua esposa Adrian (Mary Steenburgen) estão passando por uma delicada crise sexual, mas estão pra receber visitas em sua casa de campo. São eles um primo de Adrian, o professor universitário, filósofo e erudito Leopold (José Ferrer) e sua noiva bem mais jovem, Ariel (Mia Farrow), o amigo de Andrew, o médico mulherengo Maxwell (Tony Roberts) e a enfermeira Dulcy (Julie Hagerty). O que os três casais não poderiam esperar é que o passado de um está ligado ao outro ou surgem atrações momentâneas, que resultam em uma verdadeira ciranda amorosa.

Sim, o título tem muito a ver com “Sonhos de Uma Noite de Verão”, umas das principais peças de William Shakespeare, que data no final do século XVI, mas tem ainda uma maior relação com “Sorrisos de Uma Noite de Verão”, filme de 1955 do diretor Ingmar Bergman. Woody Allen, sempre ligado nos mais variados temas e movimentos culturais de épocas distintas, quis brincar com as situações correspondentes entre a peça e o filme que ele adaptou da forma mais liberal possível.

Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão”, no final das contas, não chega a ser um filme que faz jus a extensa lista de roteiros brilhantes de Woody Allen. Aqui ele está mais modesto, deixando de ser um protagonista para dividir atenção com um elenco até grande para os moldes de seus filmes. Apesar do potencial dessa ideia, não tem como escapar de uma alusão que o filme faz e demonstra certo desleixo criativo de Allen no indecoroso desfecho. Afinal, seriam os vagalumes a essência de alguém que morreu no auge da paixão? Uma pergunta profunda, se não fosse risível.

Resumo
Data
Título
Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão
Avaliação
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