STEVE JOBS (2015)

Steve Jobs | dir. Danny Boyle | EUA | ★★★

Steve Jobs Poster

Fiquei bastante impressionado pela maneira morna como “Steve Jobs” tem sido apreciado por aí. Apesar de estar presente em duas categorias no Oscar deste ano (ator e atriz coadjuvante, essa última com chance considerável de vitória), me parece que o filme não correspondeu as suas expectativas. Isso porque é o mais novo trabalho do diretor britânico Danny Boyle numa notória parceira com o roteirista Aaron Sorkin. Eu acredito que a razão por trás dessa recepção insossa seja porque Steve Jobs já tem ganhado muitas adaptações no cinema num curto espaço de tempo. O co-fundador da Apple, que morreu em 2011 em decorrência de um câncer no pâncreas, já foi retratado em “Steve Jobs: Visionary Genius” (2012), “Jobs” (2013) – encarnado por Ashton Kutcher – e “Steve Jobs – The Man in the Machine” (2015). Entretanto, esse tem alguns diferenciais destacáveis. Para começar, foi baseado no livro de Walter Isaacson, que se tornou best-seller (eu estava trabalhando numa livraria na época e posso dizer que a publicação vendeu como água). A estrutura narrativa também soa estranha. Não se trata de uma biografia. É na verdade uma sequência de três momentos decisivos de Jobs: os lançamentos do Macintosh em 1984, o NeXT em 1988 e o iMac em 1998. Sempre acompanhado pela executiva e amiga pessoal Joanna Hoffman (Kate Winslet), Jobs terá que lidar com a pressão de Steve Wozniak (Seth Rogen) é reconhece-lo, as brigas com John Sculley (Jeff Daniels) e a tentativa de lidar com a filha, a quem ele não reconheceu a paternidade. “Steve Jobs” é um filme que chega a ser cansativo em alguns momentos, principalmente porque não há descanso. O protagonista está em TODAS as cenas, sempre tendo algum tipo de pressão em meio a uma metralhadora de diálogos. Trata-se de uma desconstrução do personagem (em algum momento ele ouve “dá pra talentoso e decente ao mesmo tempo”), um cara que se mostra não só teimoso, como também um rancoroso detestável. Michael Fassbender, que não tem qualquer semelhança com o mentor da Apple, fez um excelente trabalho de imersão. Assista, porém não eleve expectativas.

Resumo
Data
Título
steve jobs
Avaliação
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