TERAPIA DO SEXO (2012)

Terapia do Sexo | Thanks for Sharing | dir. Stuart Blumberg | EUA | ★★

Terapia do Sexo Poster

Dia desses eu pedi pra consertarem o meu netbook e, como não foi necessário formata-lo, acabei fuçando alguns arquivos de filmes que encontrei no HD. Um deles era esse “Terapia do Sexo”, que praticamente ninguém viu por aqui, indo parar diretamente no limbo das produções lançadas em outras plataformas que não sejam as salas de cinema. Dos poucos que conhecem, sabem que se trata do primeiro longa dirigido por Stuart Blumberg, que escreveu “Tenha Fé” (2000), “Show de Vizinha” (2004) e, o mais famoso, “Minhas Mães e Meu Pai” (2010). Comparado a este último trabalho, Blumberg manteve a insistência em parecer cool num roteiro frouxo, que muito se utiliza de recursos forçados para dar vazão à história que quer contar. Basicamente, “Terapia do Sexo” vai acompanhar 3 homens que estão num grupo de ajuda para compulsivos sexuais. Adam (Mark Ruffalo) já está há cinco anos em tratamento, evitando contato com TV, computador e celular de última geração. Tal isolamento acaba o deixando sem saber o que fazer com a aproximação de Phoebe (Gwyneth Paltrow. Neil (Josh Gad) é um médico acima do peso que fora condenado por assediar mulheres no metrô. De início, acompanha o grupo muito mais por uma obrigação judicial, mas aos poucos percebe o quanto seu vício em masturbação atrapalha a sua vida. Já Mike (Tim Robbins) é tido como um líder para todos os outros, mas em casa, o ex-alcoólatra não consegue confiar no seu único filho, Danny (Patrick Fugit), que está arrependido pelos erros do passado. Se você está realmente interessado em ver “Terapia do Sexo” por lazer, digo que vale pelo carisma de Mark Ruffalo, que ainda vai muito longe. O mesmo não posso dizer de Gwyneth Paltrow, que é convicta de sua falsa modéstia com cenas que contém a sensualidade de um bambu (era nítido o desconforto da atriz numa cena em que faz uma lap dance trajando cinta-liga). Perto dela, a cantora Pink – que também está presente no elenco – vira Meryl Streep. Por outro lado, se você se interessa pelo tema, recomendo “Shame” (2011), que retrata o sexo como patologia de maneira séria e sem cafonices.

Resumo
Data
Título
Terapia do Sexo
Avaliação
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