THE SQUARE (2017)

The Square | dir. Ruben Östlund | Suécia | ★★★★

41ª Mostra Internacional de São Paulo

The Square Poster

O burburinho em torno de The Square na 41ª Mostra Internacional de São Paulo é algo que fazia todo o sentido. A razão por trás dos ingressos esgotados e filas quilométricas faltando alguns minutos para salas abrirem provém do fato de ser o filme vencedor da última Palma de Ouro agraciada no Festival de Cannes. Soma-se a isso o fato de ser o mais novo trabalho do diretor Ruben Östlund, o mesmo do excelente “Força Maior” (2014), também exibido na Mostra há três anos. O público da sessão em que estive me pareceu dividido. Uma parte deu muitas risadas – sempre quando convinha -, outra parte saiu emburrada. É normal esse tipo de “decepção” em filmes que geram essas expectativas. Sempre é esperando uma grandiosa obra-prima. The Square não está perto disso, pelo menos por enquanto (uma obra pode ser redescoberta com o passar dos anos). Por outro lado, é uma comédia eficiente. Uma comédia que por sinal é sofisticada e se sustenta muito mais na ironia das situações, mas ainda assim eficaz em boa parte do tempo (a minha preferida é a que envolve uma camisinha usada). O protagonista é Christian (Claes Bang), curador-chefe de um museu em Estocolmo. Indo para o trabalho, ele tem relógio, celular e abotoaduras furtados na rua, e parte para uma espécie de busca pessoal pelos pertences roubados. O museu que ele representa está prestes a inaugurar uma nova exposição – intitulada O Quadrado -, que traz ainda mais pressão em torno de Christian, que ainda tem que lidar com a proximidade da jornalista norte-americana Anne (Elisabeth Moss). O filme é irônico, principalmente com a classe artística dita “superior”, e no modo como se busca definir o que é a arte, algo tão presente nas discussões atuais. Não achei perfeito, mas está longe de ser classificado como decepcionante, todavia. É no mínimo divertido.

Resumo
Data
Título
The Square
Avaliação
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