TODO MUNDO QUASE MORTO (2004)

Todo Mundo Quase Morto | Shaun of the Dead | dir. Edgar Wright | Reino Unido | ★★★★

Todo Mundo Quase Morto

Depois que eu assisti a “Em Ritmo de Fuga” (2017) – filme do qual gostei muito -, eu quis saber um pouco mais sobre o diretor inglês Edgar Wright, até saber que ele fez uma trilogia não oficial só com títulos estrelados pelo ator Simon Pegg. A tríade composta também por “Chumbo Grosso” (2007) e “Heróis de Ressaca” (2013) é conhecida como Blood and Ice Trilogy ou Trilogia dos Três Sabores de Cornetto. O início de tudo se dá com este Todo Mundo Quase Morto (creio que o título nacional tenha a ver com o sucesso da franquia “Todo Mundo em Pânico”), que fez boa campanha e se tornou um must see das paródias de gênero. O personagem Shaun (Pegg) não está nos melhores de seus dias, que se resumiu a apaziguar os conflitos entre seus colegas de apartamento (Nick Frost e Peter Serafinowicz), o desrespeito de seus colegas de trabalho, a crise com a namorada (Kate Ashfield) e a cobrança de seu padrasto (Bill Nighy) para que visite a sua mãe (Penelope Wilton). O que Shaun mal percebe é que um vírus misterioso que transforma as pessoas em mortos-vivos sedentos por cérebro humano está se alastrando, e terá que liderar o grupo de pessoas que ama para conseguir sobreviver ao caos instaurado em Londres. O humor de Todo Mundo Quase Morto provém basicamente brincar com as convenções de tudo o que se trata de zumbis, como boa parte dos títulos mais famosos de George A. Romero, por exemplo. Da lerdeza dos movimentos ou o fato de estarem sempre inume a maioria dos ferimentos (a não ser que seja na cabeça), os zumbis são, em essência, o foco da zoeira. E é impressionante como Wright já dá sinais de sua agilidade em planos-sequências que mostram o avanço do vírus, e nas que os personagens estão praticamente encurralados em meio a horda de mortos-vivos. Impagável.

Resumo
Data
Título
Todo Mundo Quase Morto
Avaliação
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