TRANSTORNO (2015)

Transtorno | Maryland | dir. Alice Winocour | França | ★★

Transtorno Poster

Transtorno” é o novo filme da diretora francesa Alice Winocour que a estrear ainda este mês aqui no Brasil. Para quem não está se lembrando muito bem do nome da moça (ou simplesmente não a conhece mesmo), a cineasta debutou com “Augustine” (2012), que fez relativo sucesso em exibições de arte aqui em São Paulo, e é co-roteirista de “Cinco Graças” (2015), que esteve na disputa de melhor filme estrangeiro no último Oscar. Para complementar o gabarito de “Transtorno”, o protagonista é interpretado pelo talentoso Matthias Schoenaerts. Ele dá vida à Vincent, um militar que se encontra em estresse pós-traumático após voltar de alguma operação de guerra. Vivendo em Paris, ele faz bicos de segurança privada. Num desses trabalhos, é contratado para fazer a segurança de uma festa na residência de um empresário libanês, num suntuoso local chamado Maryland. Aos poucos, ele vai percebendo uma movimentação estranha, muito por conta de uma briga que ele acidentalmente presenciou. Inesperadamente, ele é chamado para cuidar por dois dias da segurança da esposa do empresário, Jessie (Diane Kruger), e do filho deles. “Transtorno” não é aquele filme que possui uma trama expositiva. Tudo é pouco falado, elucidado. O espectador que se vire para compreender melhor tudo o que está acontecendo. Claro que não é assim o tempo todo, porém é preciso ter um pouco de paciência não só por não ter as nuances da história de forma mastigada (até porque isso nem seria um demérito). O problema é que esses mesmos personagens soam desconexos e desinteressantes. Boa parte dos acontecimentos que de fato chamam atenção são provenientes de determinações bem discutíveis dos envolvidos. Sobra pouca coisa pra aproveitar. Talvez o próprio Matthias Schoenaerts, que surpreende no seu mergulho inquietante que sinalizará uma boa relação com a violência explosiva de um “Drive” (2011) da vida.

Resumo
Data
Título
Transtorno
Avaliação
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