TRAPACEIROS (2000)

Trapaceiros | Small Time Crooks | dir. Woody Allen | EUA | ★★★

Trapaceiros Poster

Enfim terminei a maratona de filmes do Woody Allen. Agora eu posso dizer que já vi TODOS os filmes do velhinho judeu neurótico e hipocondríaco, o ruivo que adora New York, jazz e crises existencialistas. É claro que, nessa maratona, eu estou contando o seu debut bizarro em “O Que Há, Tigresa?” (1966) e não considero o curta dele para a antologia “Contos de Nova York” (1989), que ainda não vi. Mas, enfim, o fato é que acabou ficando por último o despretensioso “Trapaceiros”, o primeiro que ele faz para a DreamWorks, o estúdio gigante comandado por Steven Spielberg.

O mais interessante é que o filme funciona até mesmo como uma sequência distante para “Um Assaltante Bem Trapalhão” (1969), um dos primeiros sucessos do diretor-roteirista, que já despontava uma trama semelhante. Aqui, o próprio Woody interpreta Ray, um trambiqueiro meia-tigela que sonha em fazer um assalto histórico a um banco. Para isso, ele aluga uma antiga loja para construir uma passagem subterrânea junto com seus comparsas e alcançar o tal banco. Para disfarçar o projeto, ele acaba transformando o lugar numa loja de cookies para sua esposa, Frenchy (Tracey Ullman). O que ninguém esperava é que os deliciosos biscoitos fazem um enorme sucesso, que resultou num império alimentício e fazendo com que o casal Ray e Frenchy passe a conviver com alta sociedade. Visando aumentar o seu desenvolvimento cultural, a estridente confeiteira chama a atenção do interesseiro David (Hugh Grant).

Infelizmente, “Trapaceiros” acaba abandonando a premissa inicial que parecia tão promissora (bandido trapalhão lidando com o sucesso da esposa) para se concentrar no choque entre classes sociais. Apesar da tentativa em parecer reflexivo (“eu te pedi uma lição de vida e acabei aprendendo uma”), o fato é que o filme é muito mais inofensivo do que se imagina. Os destaques ficam para duas ótimas atrizes no elenco: a comediante (e ex-cantora) britânica Tracey Ullman e Elaine May, que, pra quem não sabe, é roteirista de filmes como “O Céu Pode Esperar” (1978), “The Birdcage – A Gaiola das Loucas” (1996) e “Segredos do Poder” (1998).

Resumo
Data
Título
Trapaceiros
Avaliação
31star1star1stargraygray

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