ÚLTIMO TANGO EM PARIS (1972)

Último Tango em Paris | Ultimo tango a Parigi | dir. Bernardo Bertolucci | Itália | ★★★★

Último Tango em Paris Poster

Aliado a uma direção interessante de Bernardo Bertolucci, “Último Tango em Paris” conseguiu um domínio próprio pra se estabelecer como um dos filmes mais polêmicos dos anos setenta e, por que não dizer, da história do cinema contemporâneo. A razão, como quase sempre, seria o nível do teor sexual existente.

Jeanne (Maria Schneider) é uma parisiense de vinte anos que resolve alugar um apartamento. Após subornar a recepcionista de um prédio obscuro e visitar os cômodos espaçosos do apartamento, Jeanne vê que um homem já estava está ali e alugara o imóvel antes dela. Sem saberem ao certo, os dois interessados pela locação se envolvem de tal maneira, que passam a conviver juntos. A proposta dele é nunca revelarem seus nomes, aproveitando apenas o que o sexo poderia oferecer.

Ao longo da projeção, sabemos que a moça é uma jovem que procura uma base na vida e é namorada de um aspirante a cineasta fútil. O homem misterioso é Paul (Marlon Brando), americano que vive na França, onde é dono de um hotel e recentemente perdeu sua esposa, que se suicidou na banheira de sua residência. Ao não revelarem seus nomes, a relação que eles possuem passa a ser de uma cumplicidade mútua. E é exatamente isso que ambos estão precisando. O poder de tensão é tamanho, que nem ela mesma sabe o porquê de continuar voltando no apartamento para novas aventuras.

Desse relacionamento, o que se pode esperar é uma crescente aproximação sentimental, não importando se a linguagem que eles encontram inicialmente seja o sexo, os dois estão ali despidos de qualquer forma de julgamento social, pois não estão apenas entre quatro paredes, mas também ocultando suas reais identidades, no nome e em tudo o que envolve o exterior daquele apartamento. Como resultado, “Último Tango em Paris” foi capaz de formar protestos no mundo inteiro e ter suas cópias destruídas na Itália, que inclusive condenou Bertolucci por obscenidade. No Brasil, por conta da ditadura militar, os brasileiros só puderam conferir a obra quase dez anos mais tarde.

Resumo
Data
Título
Último Tango em Paris
Avaliação
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Comentários (via Facebook)

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5 Comentários

  1. No final da contas, o filme envelheceu… Aquilo que chocou o mundo em 1972, não tem o mesmo impacto hoje.
    Mas o monólogo de Brando no caixão da esposa suicida vale todo o filme.
    Portanto, continua indispensável.

  2. É um bom filme, sim, ainda mais pela atuação de Brando. Mas, também acho que o filme tenha envelhecido e que da metade pro final ele caia um pouco. Mas, ainda assim, a boa abordagem sexual prevalece e é instigante. Mas, hoje em dia há mais filmes por aí bem mais ousados e mais fortes, até mais excitantes que este. Fazem da tal cena da manteiga nada que um mero atrativo…coisa boba.

    abraço

  3. Sempre revejo “Último Tango em Paris”, é um dos únicos filmes que realmente consigo ver sem me cansar. Creio que é pelo fato de sempre perceber algo a mais a cada nova revisão. Ainda penso muito no desfecho final, aida hoje acho bacana, mas não nego que eu ache um tanto desconexo. Se terminasse com os dois durante o Tango seria mais bacana. Se bem que, perderia um pouco da graça não é mesmo? rs

    Concordo contigo: Marlon Brando é um dos melhores atores desde sempre. Excelente em todos os sentidos!

    []s

  4. Acredita que nunca vi? E não imaginava que continha tudo isso, alguns textos que li tentaram reduzir todo esse peso sexual trazido por Bertolucci, que você explorou bem em seu texto.
    Abraços.

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