UM CORPO QUE CAI (1958)

Um Corpo que Cai | Vertigo | dir. Alfred Hitchcock | EUA | ★★★★★

Um Corpo que Cai Poster

Hoje em dia é muito fácil e até mesmo cômodo dizer que “Um Corpo que Cai” é uma obra-prima, pois a história assim o tornou. Entretanto, nesse 46º filme de Alfred Hitchcock, o mestre do suspense foi trucidado pela crítica e público na época de seu lançamento. Muitos o acusaram de ser irresponsável na resolução do mistério, além de repararem na falta de sintonia entre James Stewart – então com cinquenta anos – e Kim Novak aos 24 aninhos. Hitchcock, que ficou absolutamente insatisfeito com a repercussão negativa de seu trabalho, culpou Stewart pelo fracasso, dando término a uma parceria que ficou marcada por títulos como “Janela Indiscreta” (1954) e “O Homem Que Sabia Demais” (1956). O tempo foi o responsável pela restauração moral da obra. Na história, o detetive John Ferguson (James Stewart) teve sua aposentadoria adiantada quando um antigo colega de faculdade entra em contato com John para pedir-lhe que fique no encalço de sua jovem esposa (Kim Novak), que vem agindo de um modo estranho. Curiosamente, “Um Corpo que Cai” é um dos mais inovadores exemplos da audácia de Alfred Hitchcock, desde a sua abertura altamente sugestiva para a época, sempre remetendo à ideia sensorial de vertigem. E por falar em vertigem, foi aqui onde ele marcou a inovação do zoom in e zoom out simultâneos, cuja junção acabou se tornando o “vertigo zoom”. Graças aos padrões de espirais visíveis em maior ou menor grau no decorrer de sua projeção (atente-se à dualidade de Madeleine-Jody e as escadas da Igreja em que se passam os momentos mais dramáticos), a obra recebeu as honraria que sempre lhe foram merecidas. No ano passado, chegou a virar notícia por ter tomado a dianteira na lista de melhores filmes de todos os tempos segundo a revista British Film Institute, quebrando a hegemonia de “Cidadão Kane” (1941), que liderava a lista há mais de 50 anos.

Resumo
Data
Título
Um Corpo que Cai
Avaliação
51star1star1star1star1star

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