UM LUGAR QUALQUER (2010)

Um Lugar Qualquer | Somewhere | dir. Sofia Coppola | EUA | ★★★★

Um Lugar Qualquer Poster

Em “Um Lugar Qualquer”, Sofia Coppola escreve e dirige uma obra que se compromete em discutir a descoberta de um “eu” feito por uma estrela inserida numa indústria que ela conhece como ninguém: a de Hollywood. O ator de filmes de ação Johnny Marco (Stephen Dorff) está em fase de divulgação do seu mais novo trabalho. Hospedado num luxuoso hotel de Los Angeles, ele convive em meio a bebedeiras, festas e muitas mulheres. Mas o que Johnny ainda não percebeu claramente é que uma vida desregrada o envolve de tal maneira, que não lhe incomoda o fato de ser alguém que não sai de um ponto dado na vida. Até que as visitas de sua filha de onze anos, Cleo (Elle Fanning), e seu crescente envolvimento com ela farão com que Johnny passe a analisar essas questões inerentes à sua existência. O ator começa, aos poucos, a perceber que, apesar de atarefado, sua vida está situada em um imensurável vazio. “Um Lugar Qualquer” teve uma enxurrada de críticas o comparando a “Encontros e Desencontros” (2003), o primeiro grande sucesso de Sofia. São inegáveis as semelhanças, reconheço. Os dois retratam a apatia dos seus protagonistas, ambos famosos, tendo que lidar com o assédio de fãs e imprensas em países diferentes (um no Japão, outro na Itália). Os personagens centrais também se envolvem emocionalmente por uma jovem que os farão olhar para si mesmos (um por uma desconhecida num hotel, outro pela filha) e estão ambos situados na ociosidade, vivendo em hotéis cercado por pessoas, mas que, dependendo da situação, estarão sozinhos e sem ter com quem contar. Entretanto, “Um Lugar Qualquer” demonstra diferenças peculiares, principalmente na mão profissional de Sofia Coppola, que está mais madura e compenetrada na desconstrução de seu personagem principal. A leitura é facilmente alcançada porque Sofia faz com que sua câmera se torne presente.

Resumo
Data
Título
Um Lugar Qualquer
Avaliação
41star1star1star1stargray

Comentários (via Facebook)

comments

2 Comentários

  1. Também gosto de Coppola, mas acho os filmes dela incrivelmente tediosos. É um paradoxo, é monótono demais mas tenho prazer em ver, estranho não? Estou com Um Lugar Qualquer no computador há uns 4 meses, acho que vou conferí-lo agora.
    Abraços.

  2. Adecio, entendi cada mensagem que o filme quis trazer e achei válido as mensagens de Coppola. Mas, tudo pra mim, foi tão chato e monótono, um verdadeiro teste de paciência. Logo na primeira cena, já estava me perguntando se o filme estava acabando rs O filme é bom e tem imensas qualidades, apenas não obteve química comigo. Foi a mesma coisa que ver um idiota fazendo nada, apenas para chegar na solução que ele era mesmo um nada. hahaha

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *