UMA VIDA COMUM (2013)

Uma Vida Comum | Still Life | dir. Uberto Pasolini | Reino Unido | ★★★★

Uma Vida Comum Poster

Uma Vida Comum” é daqueles filmes que merecem ser descobertos. O mesmo ficou em exibição de maneira tímida, ganhando maior fôlego graças às sessões de consolo no CineSesc em São Paulo. O fato é que o burburinho entre os cinéfilos foi grande e acabei o assistindo somente nesse final de semana, o que, para minha confirmação, foi uma boa experiência. Não se trata de uma obra para ser vista em situações extremas de solidão, porque será derradeiro. Acompanhamos a rotina metódica do lacônico John May (Eddie Marsan), que trabalha para o conselho londrino investigando a vida de pessoas que morreram sozinhas. É preciso encontrar entes queridos ou alguém que possa reclamar o corpo. Ao descobrir que será demitido após 22 anos de dedicação, John pede um tempo a mais para fechar o seu último caso, o de um ex-militar que acabou se tornando morador de rua. O diretor e roteirista Uberto Passolini – sobrinho de Luchino Visconti – já trabalhou como produtor da comédia de sucesso “Ou Tudo, Ou Nada” (1997), mas talvez poucos esperassem uma trama tão tocante vindo dele. Cada um pode apresentar seus próprios adjetivos quanto a “Uma Vida Comum”, e estou bem certo que muitos vão apontá-lo como um filme que retrata a morte de uma maneira “humana”. Não discordo completamente, afinal, a obra é bem isso mesmo. Mas não seria o bastante. É preciso elevar um pouco mais esse olhar sobre a beleza da finitude e tentar refletir a natureza do protagonista da história em relação ao tema central. Nesse empreendimento, é muito mais lacerante descobrir que as buscas de John May, apesar de serem muito esquisitas inicialmente (a forte relação com os falecidos faz com que ele mantenha um álbum de fotos com cada um deles), demonstra uma necessidade de vivência. Premiado em Veneza, “Uma Vida Comum” possui uma bela lição por trás de um desfecho tão (lindamente) triste.

Resumo
Data
Título
Uma Vida Comum
Avaliação
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