VÍCIO INERENTE (2014)

Vício Inerente | Inherent Vice | dir. Paul Thomas Anderson | EUA | ★★★★★

Vício Inerente Poster

Paul Thomas Anderson ainda é aquele diretor a quem tenho grande estima. Desde a apresentação dos meandros da indústria pornográfica em “Boogie Nights – Prazer Sem Limites” (1997) até a complexa ambição de um mineiro na Califórnia do início do século passado em “Sangue Negro” (2007). Praticamente tudo o que ele faz é um estudo de personas que deságua em conceitos tão simples e comuns a todos: família, redenção e liberdade. Em “Vício Inerente“, ele vem com uma adaptação do já difícil livro de Thomas Pynchon, que basicamente transforma o novo filme de PTA num híbrido entre o noir que já conhecemos e as cores berrantes dos anos 70. A mistura inimaginável deu um excelente resultado, o que garante mais uma interessante atuação de Joaquin Phoenix. O filme se passa em 1970. Doc Sportello (Joaquin Phoenix) é um investigador particular medíocre e maconheiro. Ele é procurado pela ex-namorada (Katherine Waterston), que agora está envolvida com um magnata do mercado imobiliário e diz que o cara está prestes a ser sequestrado num plano liderado pela esposa dele. Praticamente ao mesmo tempo, Doc também é contratado por uma mulher (Jena Malone) que quer encontrar o marido (Owen Wilson) dado como morto e um integrante do Panteras Negras que busca um antigo colega de cela quando estava preso. Todas essas buscas vão fazer com que Doc se veja em meio a um mundo de corrupção numa era pós-Charles Manson. “Vício Inerente”, visto numa primeira camada, parece ser bastante confuso. Eu mesmo tive que assistir duas vezes para saber exatamente o que era efeito e o que era consequência. Fui praticamente obrigado a isso porque são muitas informações, e quase todas elas não trazem somente elementos da trama, mas também da própria história norte-americana. Quem estiver por dentro desse recorte histórico poderá usufruir melhor da experiência. O que fica de “Vício Inerente” é uma obra com uma interessante construção de personagens e uma atmosfera que conquista os fãs mais atentos de PTA. Para a minha surpresa (confesso que achava ser um filme menor do cineasta), é uma das melhores coisas que estreou nos cinemas por aqui esse ano.

Resumo
Data
Título
Vício Inerente
Avaliação
51star1star1star1star1star

Comentários (via Facebook)

comments

2 Comentários

  1. Engraçado, primeiro vieram enxurradas de críticas ao filme, dizendo ser o pior de PTA. Aos poucos estou vendo que a turma daqui tem curtido muito.

    Confesso que não sou um fã de carteirinha de PTA, gosto dos seus filmes mas não chego ao nível de ser fã. Já do Joaquin eu gosto dele acho que desde Sinais. Só um trabalho, ou sei lá o que aquilo, dele que não curti, o tal do “I´m Still Here”.

    Vou assistir esse Vício Inerente depois da sua recomendação.

    • Vício Inerente parece não ser pra qualquer um, mas como o senhor tem bom gosto as chances de gostar são altar. haha Abs.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.