VIDEODROME – A SÍNDROME DO VÍDEO (1983)

Videodrome – A Síndrome do Vídeo | Videodrome | dir. David Cronenberg | Canadá | ★★★

Videodrome Poster

Escolhido aleatoriamente entre os títulos da categoria terror no Netflix, não poderia deixar de notar que “Videodrome – A Síndrome Do Vídeo” é um autêntico filme de David Cronenberg, que no começo da carreira marcou uma geração com títulos como “Os Filhos do Medo” (1979), “Scanners – Sua Mente Pode Te Destruir” (1981) e “A Mosca” (1986). Escrito pelo próprio diretor canadense, “Videodrome” se passa em Ontário, onde Max Renn (James Woods) gerencia um canal de TV a cabo que capta sinais de filmes pornográficos de baixo orçamento para os insones telespectadores. Certo dia, um de seus técnicos acaba captando cenas de snuff movies, produções que não tem sequer narrativa, apenas cenas aleatórias de violência que envolve estupros seguidos de assassinatos. Max passa a ter alucinações recorrentes. Ele descobre que esses filmes – chamados de “videodrome” – na verdade fazem parte de uma conspiração que pretende eliminar mentes perturbadas, já que ver essas cenas causam danos irreversíveis ao cérebro humano. Eu não sei dizer se consegui apresentar o plot de “Videodrome – A Síndrome Do Vídeo” devidamente. Isso porque existe uma série de discussões acerca do fanatismo pela televisão, feito nesse caso em 1983, quando essa tecnologia ainda estava num estágio de expansão inicial. Poderia ser até uma interessante discussão atual, se alterarmos o fator televisivo pela internet. O filme em si é competente ao fazer essa ponte entre o cunho social e a morbidez típica de filmes que misturam horror e ficção científica, sem esquecer, é claro, do humor típico de uma obra legitimamente trash. Andy Warhol foi mais além na sua empolgação e chegou a dizer que “Videodrome” é uma espécie de “Laranja Mecânica” dos anos 80. Eu não iria tão longe, mas confesso que foi muito interessante ver James Woods enfiando uma fita VHS num orifício que nasce no abdômen ou  tendo uma relação íntima com a TV que exibe a boca sensual de Debbie Harry.

Resumo
Data
Título
Videodrome - A Síndrome do Vídeo
Avaliação
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